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Maneiras criativas de usar as redes sociais na sala de aula

Não há como negar que a Internet está inserida na rotina de crianças e adolescentes ao redor do mundo. E esse envolvimento é ainda maior quando se trata de redes sociais, cujo alcance se expandiu muito nos últimos anos com a popularização dos Smartfones. Mas quando se trata de mídias sociais em sala de aula, o assunto ainda é tabu e muitos professores abominam a ideia. A gente já comentou aqui no blog como você pode contar com a ajuda dessas ferramentas na sua aula e agora trazemos mais algumas dicas de como inovar com a ajuda dessas ferramentas.

Além do Google: Antes mesmo de aparecer nas buscas do Google as notícias circulam primeiro nas redes sociais. Você pode pedir para os seus alunos acompanharem um episódio com o auxílio da hashtag.

Entrevistas: Com a ajuda das redes sociais você pode conseguir palestras e entrevistas com pessoas bem interessantes que vão tornar a sua aula muito mais rica.

Interação e colaboração: Alunos e professores podem criar conteúdo nas redes e convidar outras pessoas com o mesmo interesse a interagir, opinar e colaborar de diversas formas aumentando a qualidade do projeto.

Grupos Online: Quando uma turma está envolvida em um mesmo tema, é possível criar grupos de estudo e discussão e incluir pessoas de relevância, como especialistas, que contribuam com a troca de conteúdos e informações, motivando os alunos.

Apresentações: Criar um banco de apresentações e vídeos online sobre temas variados que ajude a fomentar a troca de informações e referências entre os alunos. Pode-se também pedir aos alunos que disponibilizem suas apresentações a outras turmas.

Debates do virtual para o real: Iniciar debates nas redes sociais com alunos e estimulá-los a pesquisar informações para embasar suas respostas em um debate real na sala de aula, pode ser uma forma de enriquecer as discussões.

Senso crítico: É possível encontrar muita informação nas redes, e isso é uma forma de estimular seus alunos a ter senso crítico, tolerância com opiniões contrárias e discernimento na hora de usar um conteúdo como verdadeiro.

Estudar, revisar, testar e compartilhar: Existem várias plataformas onde é possível usar redes sociais na escola. Uma dessas plataforma é a ExamTime, como ela você pode criar gratuitamente, fichas de memorização, testes, mapas mentais, notas online, grupos de estudo e ainda compartilhar tudo isso em outras plataformas ou com os colegas. Também é possível acessar a biblioteca virtual, que possui milhares de recursos criados por outros alunos e professores.

Saiba como usar as redes sociais como aliada na sala de aula

Faça uma pesquisa com os seus alunos. Pergunte quantos deles usam redes sociais? Pode ser Facebook, Twitter ou Instagram. Você vai se espantar com o resultado e vai perceber que é impossível ficar alheio a essa nova tecnologia.

Cada vez mais cedo, as redes sociais passam a fazer parte do cotidiano dos alunos e essa é uma realidade imutável. Mais do que entreter, as redes podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar no seu trabalho em sala de aula, desde que bem utilizadas. Lembre-se que o contato que você faz com os alunos fora do ambiente escolar faz com que os laços de vocês sejam encurtados e você passe a conhece-los melhor. Quando o professor conhece os interesses dos seus alunos ele prepara aulas mais focadas e interessantes, que facilitam o aprendizado.

Se você optou por se relacionar com os alunos nas redes, já deve ter esbarrado em uma questão delicada: qual o limite da interação? O professor deve ou não criar um perfil profissional para se comunicar com os alunos? Seja você mesmo nas redes sociais, não faz sentido ter dois perfis. Seus alunos querem conhecer quem você é fora da sala de aula, assim como você quer saber mais sobre cada um deles também.

Lembre-se sempre que as redes sociais são um local público e é preciso pensar um pouco antes de postar qualquer intimidade que você queira preservar. Por isso, no mundo virtual, os professores precisam continuar dando bons exemplos e devem se policiar para não comprometerem suas imagens perante os alunos. Os cuidados são de naturezas diversas, desde não cometer erros de ortografia até não colocar fotos comprometedoras nos álbuns.

A seguir, listamos algumas ideias de como você pode usar as redes sociais para te ajudar na aprendizagem e alguns cuidados que se deve tomar:

– Faça a mediação de grupos de estudo

Convidar os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes – separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada série.

Todos os participantes do grupo podem fazer uso do espaço para indicar links interessantes ou páginas de instituições que podem ajudar em seus estudos.

– Disponibilize conteúdos extras para os alunos

As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar.

– Promova discussões e compartilhe bons exemplos

Aproveitar o tempo que os alunos passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares e também no Enem.

– Elabore um calendário de eventos

No Facebook, por meio de ferramentas como “Meu Calendário” e “Eventos”, você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avaliações.

– Organize um chat para tirar dúvidas

Com alguns dias de antecedência, combine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma.

 

Fundador do Facebook vai abrir escolas para crianças de baixa renda

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e a esposa, Priscilla Chan, se lançaram em uma nova aventura. Eles querem montar uma escola gratuita que ofereça cobertura de saúde a seus estudantes.

“É um novo tipo de escola, que une educação e saúde. As duas coisas se conectam, pois os estudantes que não têm uma boa saúde não aprendem com a mesma facilidade”, disse o empresário, em nota. “Muitas crianças e professores no país lidam com as consequências de uma saúde debilitada nas salas de aula todos os dias”, acrescentou.

A instituição, batizada “The Primary School’, deve ser inaugurada em agosto de 2016, quando tem início o ano letivo no hemisfério norte, em Palo Alto, na Califórnia. A escola será completamente gratuita e destinada a estudantes de baixa renda. O plano de saúde cobrirá desde seu ingresso na instituição até a conquista do diploma.

Será que o Facebook, além de estar presente no nosso dia a dia, também vai entrar no ramo da educação e ensinar nossas crianças?

 

Grêmio usa redes sociais para melhorar a presença dos alunos

O Grêmio Estudantil da Escola Estadual Olívia Bianco, em Piracicaba (SP) está indo além das suas atribuições. Os alunos viram que as redes sociais poderiam ajudar a levar os estudantes ausentes de volta para a sala de aula. A ideia começou a vigorar em setembro e já deu resultado. Dos 110 matriculados com frequência irregular, 93 (85%) retornaram às classes, segundo a direção da unidade de ensino.

“As redes sociais são o elo com nossos colegas ausentes e fazem parte de nosso dia a dia. Temos os contatos de quem convive conosco diariamente na escola”, disse o aluno do 9º ano, Pedro Augusto Magalhães Bastos, de14 anos, que é presidente do grêmio estudantil “Fazendo a Diferença”.

A localização dos estudantes que pararam de frequentar a escola se torna mais fácil e natural entre os próprios alunos na internet e não soa como cobrança.  O trabalho do grêmio ocorre em parceria com a direção da instituição de ensino, que envia aos pais ou responsáveis os comunicados sobre a situação do aluno.

Luan Mateo Valverde, de 16 anos, é aluno do 9º ano da escola Olívia Bianco e foi um dos alunos que o grêmio ajudou a voltar para os bancos escolares. O adolescente, que é nascido na Espanha, tinha dificuldades em matemática, história e ciências e deixou de frequentar as aulas. As ausências faziam com que Luan perdesse o conteúdo ensinado na sala de aula e as dificuldades só aumentavam. “Eu não conseguia mais acompanhar”, comentou. “O incentivo do grêmio foi fundamental para meu retorno e, agora, mais presente, eu presto mais atenção e a matéria fica mais fácil”, afirmou.