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Os alunos até podem preferir, mas aulas expositivas não são as ideais (parte 2)

Na postagem “Os alunos até podem preferir, mas aulas expositivas não são as ideais (parte 1)“, vimos que o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences revela que estudantes preferem estratégias de aprendizagem que demandam menos esforço – como aulas tradicionais. Hoje você vai ver dicas para convencê-los de que assumir um papel ativo vale a pena.

A desconexão entre percepção e desempenho real pode diminuir a motivação dos alunos, afirmam os pesquisadores, porque eles não investem em estratégias que exigem esforço maior por considerá-las ineficazes. Os professores devem abordar essa percepção errônea “apresentando explicitamente o benefício de maiores esforços cognitivos associados a aprendizagem ativa”. Como os professores podem fazer isso? Embora o estudo tenha se concentrado em estudantes universitários, aqui estão algumas dicas que beneficiam alunos de todos os níveis:

– Destaque os benefícios da aprendizagem ativa. Os alunos podem relutar em deixar sua zona de conforto se não perceberem o valor das estratégias de aprendizado que exigem mais esforço. A pesquisa apoia verdadeiramente o aprendizado ativo: uma meta-análise de 2014 descobriu que, em média, aumenta as notas em meio ponto. Os professores podem abordar a percepção equivocada no início do ano escolar, explorando a neurociência por trás de estratégias eficazes de aprendizado com seus alunos.

– Incentive os alunos a ver o esforço como algo produtivo. Para resolver problemas desafiadores, os alunos devem se sentir à vontade em se esforçar e considerá-lo uma parte necessária do aprendizado.

– Ajude os alunos a desenvolver habilidades metacognitivas. Pode ser difícil para os alunos avaliarem sua própria compreensão de um tópico. Perguntas como “Alguma coisa confusa ou difícil?” podem diminuir a disparidade entre o aprendizado real e o percebido.

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Fonte: http://porvir.org/estudantes-pensam-que-aula-expositiva-e-a-melhor-metodologia-mas-cientistas-discordam/

Os alunos até podem preferir, mas aulas expositivas não são as ideais (parte 1)

Estudo em Harvard questiona aula expositiva e defende esforço pela aprendizagem ativa.

Segundo estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, os estudantes costumam avaliar mal seu próprio aprendizado. Atividades que necessitam de baixo esforço cognitivo (como ouvir uma aula passivamente) são percebidas, pelos alunos, como mais eficazes do metodologias ativas, que podem ser exercícios mão na massa ou então resolução de problemas em grupo.

Atividades em grupo podem fazer com que os alunos fiquem frustrados, mas o estudo conclui que quanto mais esforço e dificuldade envolvidos (características de uma abordagem ativa) mais o estudante aprende.

Estudo

No estudo, os pesquisadores dividiram grandes cursos introdutórios de física na Universidade de Harvard em dois grupos. Em ambos, os professores usaram principalmente aulas expositivas nas primeiras 11 semanas do curso de 15 semanas. A partir da 12ª semana, no entanto, os professores do primeiro grupo continuaram com esse método, enquanto os do segundo grupo mudaram para uma abordagem ativa e centrada no aluno, que os incentivava a resolver problemas em pequenos grupos. No final de cada aula, os alunos respondiam um teste de múltipla escolha para verificar a compreensão do material e avaliar seus sentimentos sobre o aprendizado. Eles tinham que considerar respostas como “gostei desta aula expositiva” e “sinto que aprendi muito com essa aula expositiva”.

Os alunos de todas as turmas foram ensinados usando materiais idênticos; a diferença foi o nível de interatividade promovido entre os grupos.

No primeiro grupo, o professor usou slides, explicou conceitos e resolveu problemas em uma lousa enquanto os alunos ouviam. No segundo grupo, o professor começou a aula com os mesmos slides e explicações, mas, em vez de orientar os alunos sobre um problema, eles eram estimulados a trabalhar em pequenos grupos para descobrir as soluções. O professor caminhou pela sala fazendo perguntas e orientando grupos que precisavam de ajuda.

No final do curso, os alunos consistentemente mostraram uma preferência por aulas expositivas, avaliando-as de forma mais positiva em termos de engajamento e aprendizado. Apesar disso, eles pontuaram 10 pontos percentuais a menos nos testes em comparação com seus colegas que estavam em salas de aula de aprendizado ativo.

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Fonte: http://porvir.org/estudantes-pensam-que-aula-expositiva-e-a-melhor-metodologia-mas-cientistas-discordam/

Como organizar um TEDx em sua sala de aula

Saiba como seus alunos podem organizar ideias e levar inspiração aos outros.

O TEDx é um dos maiores projetos de e conhecimento do mundo, com mais de cem idiomas e diversos temas. E você pode fazer uma atividade muita parecida com ele em sua sala de aula.

Antes de qualquer coisa, é preciso entender que o princípio de um TEDx é levar uma mensagem a alguém, contar uma história, focando em um momento e servindo de inspiração.

Contando a sua história

O primeiro passo é incentivar os alunos a contar a sua própria história, sendo eles mesmos os personagens de suas histórias. No primeiro momento peça aos estudantes para escreverem no papel sua história, mas impondo um limite de apenas em 7 linhas. Oriente os alunos para que eles se concentrem em uma narrativa que passe uma mensagem a alguém. Pode ser uma mensagem de superação, um desafio, uma ajuda.

Na sequência, em duplas, os alunos irão contar a sua história para o colega em 2 minutos e vice-versa. Em seguida, peça para os estudantes trocarem de dupla e contarem suas histórias. Agora em um minuto para outro colega e vice-versa. Lembre-se que o objetivo desta atividade é fazer com que os estudantes consigam repassar sua história com objetividade ao focar na mensagem principal.

Por fim, peça para os estudantes trocarem novamente de dupla e contarem novamente suas histórias, agora em 30 segundos e vice-versa. Marque o tempo com algum alarme.

Para encerrar essa atividade realize uma roda de conversa e peça para os alunos contarem como foi essa experiência. Muito provavelmente, eles falarão da dificuldade do tempo e como a redução do tempo disponível ajudou a focar na história e naquilo que realmente interessava para contar essa história.

Então, escolha cinco alunos e organize um círculo na sala. Peça a eles para contarem a sua história em 30 segundos. Para encerrar essa atividade, leve um TEDx para exibir aos alunos, mostre a eles a importância de contar uma história, mostrando que um dos passos que foi usado pelo palestrante foi esse.

Mostre a eles que são pessoas únicas e que tem ideias totalmente únicas. Se essas ideias podem mudar o mundo, então vale a pena compartilhar com as pessoas. Basta garantir que a mensagem seja passada de forma clara.

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Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/18605/veja-como-organizar-um-tedx-na-sala-de-aula

Esta professora criou um projeto para alunos aprenderem Ciências através do desenho

Professora inspirou seus alunos a questionarem os conteúdos que são passados nas apostilas de Ciências. Saiba mais!

Aline Borges é professora do 4º ano no Colégio Dom Bosco, em Imperatriz/MA, e, durante as aulas de Ciências percebia que seus alunos absorviam e memorizavam os textos das apostilas. Porém, a sua ideia era que os estudantes construíssem de forma crítica o conhecimento, pois quando questionava a eles sobre estarem entendendo a aula, davam respostas idênticas às explicações das apostilas. Para a educadora, estavam somente repetindo o programa, e nunca pensando ou questionando.

Esse foi o pontapé inicial para o seu projeto “Desenhando a Ciência”. Nele, ao invés de somente atividades escritas, ela começou a trabalhar com desenhos. Para dar o “start” à ideia, ela elaborou pequenos projetos, com a intenção de mostrar aos alunos que os desenhos também podem ser produções científicas.

O começo do projeto

A primeira ação posta em prática foi explicar aos alunos as diferentes formas de textos: os que usam palavras (textos verbais) e os que não utilizam elas (textos não-verbais). Ela levou vários exemplos e foi aberta uma discussão sobre isso.

O próximo passo foi explicar a função do desenho nas diferentes áreas do conhecimento. Para isso, Aline falou sobre a diferença dos desenhos em Artes para outras matérias, como Matemática, por exemplo. Ela utilizou as plantas baixas, que estava ensinando em Matemática, como exemplo. Mostrou que, em um desenho artístico de uma casa, pode-se usar toda a imaginação, mas em um desenho de planta baixa não, porque a função deste é dar informações sobre a casa. Explicou que os desenhos de Ciências tinham de ser bem feitos, mas, o mais importante, é que contivessem as informações científicas que apresentavam ao leitor.

Resultado

Depois das aulas introdutórias, sobre os tipos de textos e a função dos desenhos em ciências, a terceira etapa foi a produção. O tema era o “Bioma Deserto”. Cada um dos alunos produziu seu próprio desenho. Porém, ela permitiu ficarem em grupos para discutirem sobre o assunto e partilharem material, como lápis de cor e canetinhas. Durante a atividade, Aline notou uma grande diferença, pois várias dúvidas e perguntas surgiram: “se não chove, então não existe arco-íris no deserto?”, “por que os cactos não tem folhas iguais outras árvores?”, “de onde os animais do deserto tiram a água para sobreviver?”, “de onde vem a água dos oásis?”, “é mesmo verdade que nunca chove no deserto?”.

Uma das alunas, por exemplo, mostrou seu desenho e perguntou se estava bonito. Ele continha elementos como flores, pássaros no céu e uma árvore frutífera. Quando a professora questionou o porque daqueles seres vivos não poderem estar no desenho, a aluna falou que não sabia a resposta. Então lhe perguntou se poderia pesquisar na apostila. Além das perguntas, essa foi outra vitória que Aline disse que conseguiu: a iniciativa de ler e reler a matéria estava partindo deles. Não era uma imposição dela.

Um grupo de meninas também lhe questionou se existiam nuvens no deserto. De início, ela não entendeu a pergunta. Depois as alunas explicaram que era o ciclo da água que formava as nuvens. Como deserto tem pouca água, por que nas imagens da apostila tinham muitas nuvens? Disseram que estava debatendo sobre esse assunto e que a apostila não falava nada sobre isso. A pergunta foi colocada para a classe responder. Levantou-se muitas hipóteses: a imagem estava errada; as nuvens se formaram da água dos oásis; as nuvens poderiam ter vindo trazidas pelo vento; o dia que a foto foi tirada tinha chovido… Porém não se chegou a um consenso.

Por isso ficou para que se pesquisasse em casa. Alguns disseram que ia perguntar aos pais, outros que iam pesquisar no celular ou computador. Mais duas vitórias! Eles questionaram o próprio material de estudo. Estavam pensando e não só reproduzindo informações. O desenho serviu também para que entendessem que o computador e o celular são ferramentas de estudo, não só de lazer.

Conhecimento levado adiante

Para encerrar, Aline combinou com outra professora uma pequena apresentação dos desenhos: levou a classe do 4º ano para mostrar e explicar seus desenhos aos colegas dos terceiros anos. A maioria quis apresentar. O que a deixou mais contente nessa fase foi a espontaneidade com a qual foram apresentados os desenhos. Nenhuma fala foi decorada da apostila.

O desenho na educação infantil é frequente, todavia direcionado ao lúdico. No ensino fundamental, além desse propósito, o projeto mostrou que pode servir para o início da alfabetização científica.

Aline ainda disse: “nem sempre posso levar meus alunos para fora da classe ou realizar experimentos, o que penso ser também um problema para grande parte dos professores de ciências do Brasil. Assim, acredito que o desenho é uma ferramenta útil para a construção do conhecimento e grande motivador do pensamento científico, desde que as atividades sejam conduzidas com atenção e rigorosidade científica. É uma proposta simples, mas eficaz”.

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Fonte:
http://porvir.org/projeto-com-desenhos-faz-alunos-questionarem-apostila-de-ciencias/

Batalha naval para ensinar matemática? Descubra

Para ensinar matemática, a professora Aline Falconeri Carneiro Bahia, utilizou o jogo Batalha Naval como forte aliado.

Lecionando matemática na Escola SESI José Carvalho, em Feira de Santana/BA, Aline escolheu trabalhar o conteúdo de plano cartesiano e distância entre dois determinados pontos, através desse jogo. Na hora de elaborar a estratégia para vencer, a professora percebeu que poderia criar um ambiente ideal para que os seus alunos calculassem, observassem, analisassem, articulassem e verificassem pontos relacionados ao conteúdo da disciplina.

Para vencer a partida, o aluno deveria localizar barcos dos colonizadores e dos piratas no mar e, então, calcular a distância certa para atingir o barco pirata, por meio de uma fórmula matemática. Aline percebeu uma forte colaboração entre os membros de cada equipe e, ficou evidenciado que, através da gamificação, encontram diversas soluções para um único problema. Posteriormente, para verificar se o uso da gamificação tem efeito sobre os seus alunos, a professora fez uma enquete no grupo da escola do Facebook, questionando a opinião deles sobre o uso de jogos nas aulas. A maioria das respostas disse que as aulas ficaram mais atraentes e produtivas.

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Fonte:
http://porvir.org/aula-de-matematica-se-transforma-em-jogo-de-batalha-naval/

Esta professora utilizou jogos para ensinar matemática

Existe uma teoria que diz que matemática se ama ou odeia. Mas entre esses dois extremos, é possível encontrar estratégias para o que amor pela matéria seja pra todos. E aplicar a disciplina, através de um jogo, tem dado certo para a professora Roberta Schnorr Buehring.

Há 21 anos na profissão e mestre em Alfabetização Matemática, ela sempre enxergou no lúdico, um aliado para ensinar matemática. Para comprovar sua teoria, ela desenvolveu o jogo Detetive dos Números, na Escola Básica Municipal Vitor Miguel de Souza, em Florianópolis/SC.

O jogo trata-se de um quadro com sequência de números de 1 a 100. Através do auxílio de outros colegas, um dos alunos deve descobrir, por meio de dicas e visualizando o quadro, qual dos algorismos é o que está escrito em um papel, que está colado na sua testa.

Segundo Roberta, o aluno, através das dicas, vai elaborando o raciocínio. Com o quadro, eles somam e também desenvolvem a capacidade de perguntar e responder, em um verdadeiro trabalho em grupo. O jogo não tem um ganhador, já que é criado para ser um trabalho em equipe. Assim, todos se ajudam.

O jogo trouxe resultados muito positivos, já que para a professora o desempenho e interesse dos alunos, pela matéria, cresceu. Como é o caso das alunas Larissa Monteiro Almeida e Rafaella Almeida dos Santos, que passaram a gostar mais da disciplina após a inserção do projeto em sala de aula.

Créditos da Foto: Leo Munhoz / Agência RBS

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Fontes:
http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2017/04/professores-da-rede-publica-apostam-na-criatividade-para-melhorar-desempenho-dos-alunos-9768875.html

Você sabe o que são mapas mentais e como podem ajudar suas aulas?

A utilização de mapas mentais auxilia a memorização de conteúdos e análise crítica dos alunos. Saiba mais!

A utilização de diagramas, instrumentos, música e quaisquer outras técnicas que tornam lúdica e positiva a aprendizagem e a memorização de conteúdos é uma forma de estimular o foco e a reflexão em sala de aula. E os mapas mentais podem ser uma excelente ferramenta para isso.

Criada pelo escritor inglês Tony Buzan, a técnica consiste em uma espécie de resumo do conteúdo, por meio das informações principais em palavras-chaves, desenhos ou pequenos ícones, que devem funcionar como uma âncora, que puxa o restante do conteúdo na memória. O mapa mental trabalha com comparações, síntese de informações e hierarquização.

Essa metodologia de ensino pode facilitar o entendimento de informações complexas, fazendo com que os estudantes possam criar ou conectar ideias. Com isso, o professor pode perceber mais claramente qual é o processo de pensamento de cada aluno para fazer suas internvenções quando a aprendizagem precisa avançar mais.

Exemplos de utilizações de mapas mentais na educação

Os mapas mentais são muito úteis em processos como a fixação da linguagem escrita, o ensino e visualizações de fatos históricos. Segundo a psicopedagoga e professora da UERJ, Regina Lima, “Os mapas mentais ajudam na estruturação de informações, compreensão, síntese, memorização e geração de novas ideias”.

Narcélio Pereira é mestre em Geografia e estudou a utilização dos mapas mentais como instrumento de percepção do espaço geográfico. Para ele, um dos principais aspectos positivos do uso dos mapas mentais nas aulas é a desmistificação da cartografia como um simples desenho que reproduz fielmente a superfície da Terra. “A utilização de conceitos cartográficos para a produção dos mapas mentais possibilita o tratamento dos alunos não como meros reprodutores e, sim, sujeitos participantes na construção de um material cartográfico”, diz. Narcélio afirma que essa mudança de perspectiva é capaz de mostrar como o aluno vê e interpreta o meio em que vive e a sociedade onde ele está inserido.

Nessas atividades, o professor acompanha o processo de representação espacial, questiona os alunos sobre o que estão fazendo ou fizeram, promove reflexões sobre a possibilidade de soluções aos problemas encontrados durante a elaboração dos mapas mentais. David Luiz Rodrigues pesquisa Educação Geográfica e Cartografia Escolar na Universidade Federal da Paraíba e, de acordo com ele, o mapa mental pode auxiliar os alunos a desenvolver não apenas uma representação do espaço geográfico, mas uma habilidade consciente do ato de mapear, uma leitura de mundo da qual faz parte.

Em uma de suas pesquisas em campo, em uma turma do 4º ano, David trabalhou com uma oficina sobre os principais rios da Paraíba e sua influência no cotidiano da população. “Realizamos um estudo de caso com um pequeno curso de rio canalizado que passa ao lado da escola e deságua em um dos cartões postais da cidade de Campina Grande, o Açude Velho, analisando também os problemas sociais urbanos relacionados a ele. Uma aluna desenhou o curso de água e a acompanhei no ato de pintar o rio. Em um determinado momento, ela pegou uma caneta preta e coloriu o meio do rio de preto. Quando a questionei sobre aquela ação, ela respondeu: ‘Professor, quando o riacho nasce a água é limpinha, quando vai chegando dentro da cidade as pessoas vão jogando lixo nele’. Essa interpretação, por mais simples que seja, auxilia o aluno a desenvolver conhecimentos cada vez mais complexos e atribui novos significados ao aprendizado”, afirma.

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Fonte:
https://novaescola.org.br/conteudo/17882/como-usar-mapas-mentais-para-melhorar-aprendizagem-na-escola

Professor dá dicas de como atrair a atenção dos alunos

Em palestra na Bett Educar 2019, professor Gustavo Reis afirma que segredo para atrair atenção dos estudantes na era digital é conhecê-los melhor.

Gustavo ministrou a palestra “O novo professor: design, sentido e relacionamento” no primeiro dia da Bett Educar 2019, feira de educação e tecnologia. Professor de matemática, ele estrutura sua metodologia de ensino em uma parceria com seus alunos. Ele alerta: “Se você acha que os jovens não prestam atenção em nada, está completamente errado. Eles prestam muita atenção em seus dispositivos”.

Conforme o professor, a geração mobile está vivendo três grandes disrupções: se comunica muito mais por imagens (principalmente por emojis e GIFs), constrói relacionamentos presenciais e à distância e é composta por grupos bastante diferentes entre si.

Diante desse cenário, Gustavo dá uma grande dica para outros professores: “pasteurizar a educação”, criando uma fórmula padrão de ensino para todos os jovens, é uma grande armadilha para o aprendizado na era digital. Ele ainda dá um exemplo: “Hoje, colocamos pessoas totalmente diferentes em uma mesma aula de trigonometria. Isso estimula a impaciência, o desinteresse e a indiferença do aluno. Muitos costumam dizer que a atual geração é a do mimimi, mas as pessoas não mudaram tanto assim. Estamos na revolução do saco cheio. Os alunos não aguentam mais o formato ultrapassado de ensino e nós [professores] também não aguentamos mais trabalhar desta forma”, afirma ele.

Dicas do Gustavo

Para acabar com o ostracismo em sala de aula, Reis sugere que o professor conheça cada aluno melhor para aproximá-lo da disciplina. “Se a gente mostrar ao estudante que a física está intrínseca na fotografia, ele provavelmente terá mais interesse em aprender para utilizar o conteúdo no dia a dia”, exemplifica o professor.

O palestrante admite não ser fácil construir um relacionamento próximo com todos os alunos, principalmente quando a sala é grande. Ele destaca, no entanto, que o retorno é bastante prazeroso. “Quando nos aproximamos dos jovens, algo mágico acontece: recebemos uma enorme gratidão. Os estudantes aprendem muito conosco”, conclui ele, que leciona há quase 30 anos.

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Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/05/nao-precisamos-de-eletronicos-para-inovar-em-sala-de-aula-diz-professor-gustavo-reis.html

Professor(a): você precisa conhecer esta nova forma de avaliar seus alunos

Os seus alunos ficam receosos e nervosos quando você fala que terá avaliação? Pois saiba que há uma nova forma de avaliar os estudantes, criada pelo Teaching System Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e que torna a experiência muito mais lúdica e divertida.

O jogo das metarubricas traz uma abordagem mais descontraída às avaliações e permite, até mesmo, o monitoramento e avaliação de aprendizagens baseadas em projetos (geralmente mais criativas).

A atividade traz caráter de orientação, pois faz com que cada jogador reflita e identifique os melhores “caminhos” em um bom projeto. Mas como definir bons critérios e que valham a todos os alunos? Estas algumas questões que o jogo das metarubricas traz, possibilitando a exploração de potencialidades e fragilidades da utilização de uma rubrica avaliativa.

Se interessou pelo jogo? Então saiba que os materiais necessários para jogar (cartas e fichas de pontuação) estão disponíveis aqui. Abaixo você pode conferir um resumo desta metodologia de ensino:

Como jogar


1) Divida os participantes

A primeira etapa é dividir os participantes em grupos de 5 a 6 pessoas. Cada um deles deve discutir e escolher um filme que todos tenham visto e gostado para então, individualmente, desenhem um cartaz para a obra;

2) Participante escolhe critérios de avaliação

Agora cada jogador escreve 10 critérios para avaliar este cartaz em uma folha de rubricas. Depois deste momento, os desenhos podem ser compartilhados com os colegas;

3) O jogador “Desafiante”

Na terceira etapa deve ser escolhido um jogador “Desafiante”. Ele tem a função de questionar sobre os critérios escolhidos pelos alunos, colocando-os em xeque para que todos se veja obrigados a refletir e argumentar sobre sua importância. As crianças também podem interpelar o “Desafiante”. Já outro jogador é escolhido como “Escriba”, tendo a função de escrever os critérios acordados.

4) Definição de lista de critérios avaliativos

Depois desse momento de discussão, deve-se definir apenas uma lista de critérios avaliativos. As rubricas finais do grupo podem incluir critérios das listas individuais, critérios reescritos ou até mesmo novos critérios que emergiram da conversa.

5) Avaliação dos desenhos

Agora é hora de cada jogador avaliar os desenhos dos outros membros do grupo (e, inclusive, seu próprio) baseado nos critérios acordados.

6) Soma de pontuação

Some a pontuação dada para cada jogador e coloque o placar no verso do desenho. A pessoa com o maior número de pontos deve ser considerada a vencedora da Rodada 1.

7) Análise com os jogadores

Novamente em grupo, algumas reflexões devem pautar essa etapa como “pontuações muito diferentes foram dadas para o mesmo desenho?” ou “seu cartaz favorito condiz com o da maioria?”. A ideia é analisar como cada jogador pode ter usado a mesma rubrica de formas distintas.

8) metarubrica

Agora é o momento de voltar a avaliação para a própria rubrica, criando uma metarubrica. Para tanto, em uma nova folha escreva individualmente 10 critérios que fazem de uma rubrica de cartaz de filme uma boa rubrica.

9) Compartilhamento de critérios

Assim como feito anteriormente, compartilhe esses critérios com o grupo e cheguem coletivamente a uma única lista. Mantenha os mesmos ou eleja novos Escriba e Desafiante.

10) Avaliação

Avalie então as rubricas individuais feitas por cada um no início do jogo diante desta nova lista de metarubricas. O jogador com a maior pontuação nesta etapa é o vencedor da Rodada 2.

Campeão

Finalmente, o campeão do jogo é aquele que obtiver o melhor resultado somando sua pontuação na Rodada 1 e na Rodada 2.

Repercussões do jogo

O resultado esperado é a tomada de consciência do coletivo sobre a necessidade e importância de planejar e compartilhar os critérios de avaliação com todos os sujeitos, deixando-os claros desde o início. Principalmente, em práticas pedagógicas como projetos, sequências didáticas e atividades avaliativas.

O uso de rubricas ajuda os estudantes, por exemplo, a criar consciência dos objetivos de aprendizagem esperados em determinado projeto e os professores, a formularem feedbacks construtivos.

Gostou desta metodologia, professor(a)? Então comente abaixo!

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Fonte: http://porvir.org/jogo-das-metarubricas-como-avaliar-de-forma-ludica/

Esta professora recuperou o interesse dos alunos através da tecnologia

Quando esta professora assumiu uma turma de 4º ano, se assustou com o pouco conhecimento que os alunos tinham das matérias. Mas ela teve uma ideia que fez alunos que antes tiravam 3, agora tirassem 9. Confira!

Paula Gerarduci é professora na Escola Municipal Irmã Maria Eufrásia Torres, em São José dos Pinhais/PR. Entre todos os trabalhos que já realizou na escola, está a participação no programa “Mais Educação”, criado pelo governo federal e que amplia a jornada escolar e a organização curricular na perspectiva da educação integral.

Após experiência nesse programa, Paula começou a lecionar para uma turma de quarto ano do ensino fundamental que tinha sérias dificuldades de aprendizagem, como leitura, escrita e simples contas matemáticas. A solução encontrada pela professora foi de sucesso: levar inovação para dentro da sala de aula.

Tecnologia em sala de aula

Assim que Paula apresentou a ideia para os seus alunos, imediatamente eles iniciaram o processo de busca por estratégias para implementar a inovação nas aulas, uma vez que a escola não tinha muitos recursos e a renda da comunidade local era baixa. Depois de muito pesquisarem, os alunos deram a ideia de utilizar carregadores de celular como fonte de energia para os projetos de robótica.

Como a realidade vivida por essas crianças é de poucas perspectivas, a professora começou a trabalhar com os alunos a ideia de empreender e pensarem em uma profissão. “Acho essencial que eles saibam que os protótipos e brinquedos que estão construindo nas atividades de robótica podem ser considerados uma verdadeira produção.”, diz Paula.

Para iniciar tudo, o primeiro passo foi pensar em algum objeto que queriam construir. A partir dessa ideia, a segunda etapa consistiu em desenhar. Aqui é considerada toda a parte estética do protótipo porque a ideia é que ele possa ser vendido depois. Por último, veio a construção. Quando eles precisavam mudar a forma de fazer um motor funcionar, Paula passava dias e noites vendo vídeos até conseguir uma alternativa para ajudar as crianças.

Robótica

A parte da robótica se iniciou quando a turma de Paula participou de uma feira em São José dos Pinhais/PR e muita gente passou a conhecer o trabalho desenvolvido. A comunidade ficou impressionada porque era uma produção feita por crianças e totalmente pensada para brincar.

A turma também produziu programas de rádio para trabalhar vários gêneros textuais. Para todas essas inovações que implementou em sala de aula, a professora recorreu a recursos gratuitos como o editor de áudio Audacity e o Scratch, linguagem de programação para crianças criada pelo Media Lab do MIT.

Além dessas metodologias, Paula ainda utilizou a gamificação como uma aliada e combinou com os alunos atividades que eles deveriam desenvolver para pontuar. Se eles produzissem tudo durante a semana, usariam uma nova tecnologia na sala de aula.

O resultado, Paula descreve: “Deu certo. Foi muito bacana ver o potencial e a motivação das crianças. Todos os dias eles queriam fazer alguma coisa diferente. Para uma turma que tinha dificuldade, os alunos terminaram o ano com mais facilidade para ler e escrever, fazer as operações matemáticas e resolver situações problemas. O nível de reprovação foi baixíssimo. No livro de notas, teve aluno que estava tirando 3 e passou a tirar 9. Isso é muito gratificante. Isso me motiva a cada dia buscar e levar mais inovações para eles.”.

E você, professor(a)? Também já utilizou a tecnologia em sala de aula? Gostou dessa história de inovação? Comente abaixo e nos diga o que achou!

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Fonte: http://porvir.org/com-inovacao-turma-de-fundamental-avanca-em-leitura-e-matematica/