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Os alunos até podem preferir, mas aulas expositivas não são as ideais (parte 2)

Na postagem “Os alunos até podem preferir, mas aulas expositivas não são as ideais (parte 1)“, vimos que o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences revela que estudantes preferem estratégias de aprendizagem que demandam menos esforço – como aulas tradicionais. Hoje você vai ver dicas para convencê-los de que assumir um papel ativo vale a pena.

A desconexão entre percepção e desempenho real pode diminuir a motivação dos alunos, afirmam os pesquisadores, porque eles não investem em estratégias que exigem esforço maior por considerá-las ineficazes. Os professores devem abordar essa percepção errônea “apresentando explicitamente o benefício de maiores esforços cognitivos associados a aprendizagem ativa”. Como os professores podem fazer isso? Embora o estudo tenha se concentrado em estudantes universitários, aqui estão algumas dicas que beneficiam alunos de todos os níveis:

– Destaque os benefícios da aprendizagem ativa. Os alunos podem relutar em deixar sua zona de conforto se não perceberem o valor das estratégias de aprendizado que exigem mais esforço. A pesquisa apoia verdadeiramente o aprendizado ativo: uma meta-análise de 2014 descobriu que, em média, aumenta as notas em meio ponto. Os professores podem abordar a percepção equivocada no início do ano escolar, explorando a neurociência por trás de estratégias eficazes de aprendizado com seus alunos.

– Incentive os alunos a ver o esforço como algo produtivo. Para resolver problemas desafiadores, os alunos devem se sentir à vontade em se esforçar e considerá-lo uma parte necessária do aprendizado.

– Ajude os alunos a desenvolver habilidades metacognitivas. Pode ser difícil para os alunos avaliarem sua própria compreensão de um tópico. Perguntas como “Alguma coisa confusa ou difícil?” podem diminuir a disparidade entre o aprendizado real e o percebido.

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Fonte: http://porvir.org/estudantes-pensam-que-aula-expositiva-e-a-melhor-metodologia-mas-cientistas-discordam/

Os alunos até podem preferir, mas aulas expositivas não são as ideais (parte 1)

Estudo em Harvard questiona aula expositiva e defende esforço pela aprendizagem ativa.

Segundo estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, os estudantes costumam avaliar mal seu próprio aprendizado. Atividades que necessitam de baixo esforço cognitivo (como ouvir uma aula passivamente) são percebidas, pelos alunos, como mais eficazes do metodologias ativas, que podem ser exercícios mão na massa ou então resolução de problemas em grupo.

Atividades em grupo podem fazer com que os alunos fiquem frustrados, mas o estudo conclui que quanto mais esforço e dificuldade envolvidos (características de uma abordagem ativa) mais o estudante aprende.

Estudo

No estudo, os pesquisadores dividiram grandes cursos introdutórios de física na Universidade de Harvard em dois grupos. Em ambos, os professores usaram principalmente aulas expositivas nas primeiras 11 semanas do curso de 15 semanas. A partir da 12ª semana, no entanto, os professores do primeiro grupo continuaram com esse método, enquanto os do segundo grupo mudaram para uma abordagem ativa e centrada no aluno, que os incentivava a resolver problemas em pequenos grupos. No final de cada aula, os alunos respondiam um teste de múltipla escolha para verificar a compreensão do material e avaliar seus sentimentos sobre o aprendizado. Eles tinham que considerar respostas como “gostei desta aula expositiva” e “sinto que aprendi muito com essa aula expositiva”.

Os alunos de todas as turmas foram ensinados usando materiais idênticos; a diferença foi o nível de interatividade promovido entre os grupos.

No primeiro grupo, o professor usou slides, explicou conceitos e resolveu problemas em uma lousa enquanto os alunos ouviam. No segundo grupo, o professor começou a aula com os mesmos slides e explicações, mas, em vez de orientar os alunos sobre um problema, eles eram estimulados a trabalhar em pequenos grupos para descobrir as soluções. O professor caminhou pela sala fazendo perguntas e orientando grupos que precisavam de ajuda.

No final do curso, os alunos consistentemente mostraram uma preferência por aulas expositivas, avaliando-as de forma mais positiva em termos de engajamento e aprendizado. Apesar disso, eles pontuaram 10 pontos percentuais a menos nos testes em comparação com seus colegas que estavam em salas de aula de aprendizado ativo.

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Fonte: http://porvir.org/estudantes-pensam-que-aula-expositiva-e-a-melhor-metodologia-mas-cientistas-discordam/