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Estes alunos resolveram refletir sobre onde moram de uma forma diferente

A tecnologia proporcionou a estes alunos refletirem sobre a cidade onde moram de uma forma inovadora e divertida. Confira!

Ketherin Laris Freitas é arquiteta e urbanista, e, através de seu projeto no mestrado profissional em Práticas Transculturais pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest), em Lages (SC), interligou três áreas: arquitetura e urbanismo, tecnologia e educação.

Com esses 3 conhecimentos, surgiu a ideia de trabalhar o meio urbano com crianças e adolescentes para trazê-los a debates sobre a cidade onde vivem. Ao mesmo tempo em que encontrou a necessidade de debater tais assuntos, houve uma preocupação em como abordá-los. A sua vontade era que o conhecimento não fosse imposto, mas que acontecesse de forma natural. Por isso, optou por uma metodologia ativa de aprendizagem: a criação de um jogo digital.

Para desenvolver o projeto, procurou por uma parceria que trabalhasse com as tecnologias necessárias. Por intermédio de sua orientadora, a Doutora Arceloni Neusa Volpato, chegou até a professora Márcia Regina Batistella, coordenadora do Projeto Novos Talentos SC Games, em Florianópolis (SC), que busca a inclusão digital de crianças e jovens.

Ela se mostrou interessada em apoiar a ideia e abriu as portas do projeto para trabalhar com o tema proposto durante a semana da oficina de férias de julho de 2019. Foi, então, que Ketherin lançou para os alunos o tema “Cidades para Todos”, com a proposta de conhecer a visão deles sobre a cidade. A oficina aconteceu do período de 22 a 26 de julho de 2019, das 13h30 às 16h30, com 16 alunos e 2 professores.

Mão na massa

No primeiro dia de oficina, foi proposta a temática a ser trabalhada para que então os alunos pudessem pensar na criação do jogo. A partir das discussões, nasceu o conceito de um município que seria habitado por duas espécies distintas: humanos e alienígenas. Após criarem o enredo da história, os alunos foram divididos em dois grupos que trabalharam em salas separadas.

Sete participantes ficaram responsáveis pelas ilustrações que utilizaram matérias de desenho e em seguida o Piskel, um software de edição de imagens. A programação ficou por conta de nove alunos que usaram o programa Engine Construct 2. Ainda que separados, a comunicação entre os grupos acontecia sempre que necessário, afinal, ela se fazia indispensável para o produto final que os alunos esperavam.

O jogo foi apresentado no último dia de oficina pelos próprios participantes, que o batizaram de Alimano.

O jogo

Ao iniciar o game, o jogador encontrará uma cidade destruída, e o Robô Zetris tem o objetivo de reconstruí-la para manter o nível de satisfação dos habitantes. Um ponto que chamou a atenção de Ketherin foi a escolha do personagem do jogador ser um robô, e não um cidadão de Alimano. O argumento dado pelos alunos foi que não queriam que fosse humano ou alienígena porque o jogador precisava ser imparcial e não favorecer nenhum dos moradores da cidade, o que mostra um senso de justiça e igualdade necessário para que todos tenham as mesmas oportunidades.

Feita a apresentação, foi organizado um bate papo com a turma. Em seguida, Ketherin solicitou que eles pensassem na cidade em que moravam, então os questionou: “vocês acham que ela é para todos?” De maneira unânime, eles disseram que não, alegando que o município precisa ser melhorado. Como exemplos, eles apresentaram a situação dos moradores de rua, mostrando-se complacentes com a situação de vulnerabilidade social e clamando por transformação em busca de uma cidade mais justa.

O resultado mostra que as crianças e adolescentes possuem uma visão de cidade semelhante à nossa. Eles compreendem as necessidades, desafios e problemas presentes na vida urbana. Precisamos apenas de paciência e vontade para melhores interpretações da imaginação infantil.

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Fonte:https://porvir.org/criancas-e-adolescentes-criam-jogos-digitais-para-refletir-sobre-a-cidade-onde-vivem/

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