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Para estudar o patrimônio histórico, estes alunos utilizaram um método diferente

Estudantes desenharam mapa geográfico da cidade e produziram réplicas de monumentos históricos para trabalhar cultura, memória e identidade.

O projeto, intitulado “O Jogo do Patrimônio”, foi criado com uma turma de 5º ano da escola COC Lages para resgatar a memória e o conhecimento de identidade histórica. A ideia surgiu quando a professora Graziella Coelho Vieira estava explicando sobre arquitetura e patrimônio aos seus alunos e foi questionada sobre a construção no centro da cidade de Lages/SC, onde uma escola foi demolida para dar lugar a uma nova praça.

Ao perceber o interesse da turma, Graziella criou um jogo de tabuleiro que dialoga sobre cultura, história, memória e identidade, em uma língua infantojuventil. A turma então iniciou a pesquisa e mapeamento geográfico dos monumentos e construções históricas de Lages/SC. No projeto, foi envolvida a geografia também, já que para a construção do jogo era necessário compreender o mapa da cidade e onde iriam ficar os pontos escolhidos.

Descobertas

A partir daí, descobriram que a maior concentração de monumentos históricos fica no centro da cidade. Então a turma foi dividida. Uma parte dos alunos desenhou o mapa do centro, outra escolheu percursos que os jogadores deveriam atravessar, e os demais ficaram encarregados de replicar em miniatura os patrimônios históricos e confeccionar os peões (inspirados nos bustos de grandes nomes da nossa história). Para entender melhor ainda as construções, foram aos locais para entender seus contextos históricos na sociedade.

Na etapa posterior, trabalharam a noção de espaço e a tridimensionalidade para poder modelar os monumentos (feitos com massa de biscuit e tinta PVA) e confeccionar o tabuleiro.

Envolveram a pesquisa sobre a história e a arquitetura da nossa cidade ao elaborarem as perguntas e as ações que seriam executadas nas jogadas, para possibilitar aos jogadores a conscientização sobre preservação de memória e identidade. O trabalho teve a duração de dois meses, pois, durante o processo, necessitaram de teoria sobre imigração, escravidão, geografia, preservação de patrimônio, desenho, estratégia de jogo, escultura, arquitetura e duas saídas a campo.

Ao finalizarem o “Jogo do Patrimônio”, a professora levou os estudantes a uma visita guiada e monitorada ao Centro Cultural Vidal Ramos Sesc, que passou por um processo de restauração que durou seis anos e hoje é exemplo de preservação de patrimônio na cidade. O mesmo local representa ponto de chegada para o vencedor. Assim que acabou a monitoria, foram até a biblioteca do centro cultural uma partida do Jogo do Patrimônio e discussão sobre a experiência de aprendizagem.

Atualmente, o jogo permanece na escola e pode ser emprestado aos estudantes, que podem levá-lo para casa e jogar com seus familiares, amigos e comunidade, expandindo a cultura, a história e a conscientização sobre a valorização do patrimônio.

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Fonte: https://porvir.org/jogo-de-tabuleiro-aproxima-estudantes-de-patrimonio-historico-em-sc/

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