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Esta escola dá um destino surpreendente às sucatas

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Presente em 35 países, Engineering for Kids oferece cursos de engenharia para crianças em sede própria e também em escolas privadas.

Na Engineering for Kids, garrafas plásticas e elástico viram bumerangues e catapultas, com o propósito de ensinar o conceito de energia. Pontes que lembram a estrutura de treliça (muito utilizada nos Estados Unidos) são construídas a partir de palitos de sorvete e balas de goma.

Canudos se transformam em foguetes, e marshmallows viram astronautas que não podem cair quando a aeronave pousa. Com o slime, geleca que virou febre entre a criançada, é possível ver na prática a alteração das propriedades químicas das matérias.

É através das sucatas, que a escola Engineering for Kids Brasil ensina conceitos de engenharia para crianças de 4 a 14 anos. Também há aulas de programação e robótica. São cursos livres e pagos que ocorrem no período do contraturno escolar das crianças.

Presença mundial e no Brasil

A escola é uma franquia presente em 35 países, criada pela americana Dori Roberts, que dava aulas de engenharia para crianças em escolas dos Estados Unidos. A única unidade do Brasil fica na Vila Nova Conceição, na Zona Sul de São Paulo, e foi inaugurada no início deste ano.

Atualmente cerca de 150 crianças frequentam os cursos regulares uma vez por semana. A maioria tem até 10 anos, e cerca de 40% é menina. A Engineering For Kids também oferece oficinas em cinco escolas particulares da cidade de São Paulo. No ano que vem, o proprietário Rodrigo Oliveira Alhadeff quer fechar parcerias com instituições filantrópicas e atingir alunos da rede pública.

“É muito legal quando acaba a aula e a criança não quer ir embora, é bom ver o quanto elas se divertem, ainda mais sabendo que estamos impactando na educação delas. Uma das nossas preocupações era oferecer educação, e não entretenimento disfarçado de educação”, afirma.

Alhadeff formou-se em engenharia pela Poli na (USP) Universidade de São Paulo, fez MBA no exterior, trabalhou em bancos no Brasil e foi gerente nacional de vendas da Livraria Cultura. Do último emprego, herdou o gosto de ver as pessoas buscando lazer e educação. “Queria algo que enchesse os olhos nas pessoas, e como na época meus filhos tinham 5 e 8 anos, tinha acesso direto ao perfil do meu público.”

O engenheiro orgulha-se ao contar que já sente o impacto do trabalho da escola nos alunos. “Estamos com uma criança que sofria bullying na escola, sempre ficava de lado, depois que veio para Engineering For Kids mudou e ficou mais autoconfiante.”

Experimentos que empolgam os alunos

O currículo é padronizado em todas as unidades da escola e formatado por uma equipe de oito pessoas na sede nos Estados Unidos. A pedagogia é baseada no método desenvolvido pela empresa de consultoria Falconi chamado de PDCA que é originado dos verbos plan (planejar), do (executar), check (verificar) e act (agir).

Neste modelo os alunos são inspirados em perguntar qual o problema, pensar em possíveis soluções, projetá-las, construir o modelo com base nessa projeção, testá-lo e melhorar o que foi implementado.

Por conta da metodologia, durante as aulas práticas os professores fazem com que as experiências não funcionem na primeira vez para que a criança pense o que deu errado e faça mudanças para melhorar o projeto.

“Além da prática, tem a parte teórica. Quando falamos dos foguetes, contamos que ele foi inventado em 1300 pelos chineses para se defender de uma tentativa de invasão mongol. Já existia foguete em 1300 e fui aprender aqui. Até para nós adultos é interessante. Trazemos a história do tema e no final há um resumo para reforçar os principais pontos de aprendizado”, diz Alhadeff.

Uma das atividades que faz sucesso entre os alunos é a simulação de uma mineração de cookies cujo o impacto ambiental é avaliado a partir do volume de farelo gerado no entorno.

“Vendemos materiais mais caros e mais eficientes, e mais baratos e menos eficientes. Vira diversão comprar e vender o chocolate sendo minério de ferro”, explica.

Outra missão dos alunos durante as aulas é impedir que o óleo que vazou no mar se alastre até a praia. O “desastre ambiental” na verdade é um pouco de azeite jogado em uma bacia com água e areia. Os alunos precisam comprar materiais que tenham capacidade de absorver o azeite e conter o vazamento hipotético.

Robô herói e jogador de basquete

As atividades de engenharia e robótica podem ser feitas por crianças com idade a partir de 4 anos, mas para a programação, pela complexidade do tema, a idade mínima é de 7. Mesmo os alunos menores têm acesso às noções e ferramentas básicas de programação, e os desafios crescem à medida do tempo do curso.

Entre as atividades que envolvem robótica e programação estão a do robô que joga basquete e o que tem a missão de salvar o patinho de um terremoto. “A criança programa o robô para andar, parar e tentar acertar a bolinha na cesta. Também tem o que limpa os detritos do terremoto até salvar o patinho e que precisa reconstruir a ponte para passar.”

Além dos cursos, a escola promove atividades de robótica em festas de aniversário. Os convidados constroem robôs que lutam a partir dos comandos do controle remoto. As crianças também utilizam o sensor de cores para manter os robôs dentro da arena.

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Créditos da foto: divulgação

Fonte: http://porvir.org/com-sucata-escola-ensina-engenharia-para-criancas-a-partir-de-4-anos/

Veja como estes materiais recicláveis ajudaram estas pessoas

Handshake between hand of human and robot hand isolated on gray background. Future concept.

Em Uauá, na Bahia, peças como calça jeans usada, garrafa pet e tubos de PVC servem de matéria-prima para ajudar pessoas que sofrem alguma amputação devido a acidente com máquina pesada.

Os alunos do Colégio Estadual Nossa Senhora Auxiliadora utilizaram esses materiais recicláveis para ajudar a solucionar o problema do grande número de pessoas amputadas na região. Em geral, os acidentes acontecem pela dificuldade no manuseio de maquinários da área agropecuária.

O objetivo dos estudantes foi encontrar uma forma de oferecer próteses acessíveis aos trabalhadores prejudicados por estes problemas, criando um modelo que fosse fácil de produzir e tivesse baixo custo. “Aqui acontecem muitos casos de amputação com pessoas que não possuem condições financeiras para comprar próteses”, explica Luis Eduardo Gonçalves, aluno do 2º ano do Ensino Médio. Quando seu vizinho, que é professor, sofreu um acidente que resultou na amputação de seu braço direito, Luís acompanhou de perto as dificuldades e implicações familiares agravados pelos altos preços das próteses industriais.

Luis também salienta que foi realizada uma pesquisa, onde descobriram que próteses custam entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, reforçando ainda mais a importância do projeto deles. A partir da constatação, os jovens começaram a estudar um modelo que fosse leve e permitisse a mobilidade do usuário e, ao mesmo tempo, fosse de fácil adaptação e construção.

“Ninguém melhor que nós, que vivemos em uma região com poucos recursos, para saber quais são os problemas enfrentados e tentar resolvê-los. O mundo está cheio de gente carente precisando que questões sejam resolvidas e poucas pessoas [estão] se ocupando em solucioná-las”, afirma a professora Edna da Conceição, sobre a importância do projeto. O projeto da Prótese Versátil foi um dos finalistas do Desafio Criativos da Escola em 2017.

Alunos se motivam por ajudarem os outros

“Esse projeto é importante principalmente porque, além de trabalhar com materiais recicláveis e ser sustentável, auxilia as pessoas a melhorarem sua autoestima”, acredita o aluno João Victor Fereira, do 2º ano do Ensino Médio.

Motivados a apresentar um protótipo da prótese para a feira de ciências do colégio, os estudantes passaram a pesquisar e a provar diferentes materiais e formatos, até chegarem em um modelo que foi testado justamente no vizinho do estudante Luís Eduardo, José Augusto Cardoso, que aprovou e fez sugestões para o uso do produto. “Há muitas diferenças entre a prótese industrial que uso e a que testei para o projeto. A industrial é pesada e nesta é mais fácil a movimentação. A [prótese] que eu possuo é 500 gramas mais pesada que o braço natural”, relata José.

“Logo nos primeiros testes, nosso voluntário conseguiu escrever, vestir a blusa, pegar um copo com água, o que consideramos uma adaptação rápida. Nosso próximo passo seria investir também na estética”, explica o estudante Luís Eduardo. Depois de ganhar o primeiro lugar na feira de ciências de seu colégio, os estudantes participaram da Feira de Ciências da Bahia (Feciba), o que deu novo ânimo ao projeto. “Agora nosso foco são melhorias quanto à mobilidade da prótese”, explica o aluno João Victor.

Os desafios encontrados

“Moramos no semiárido baiano, uma cidade pequena, pobre, onde não há escolas técnicas de renome, tampouco universidades. Tudo que acontece é por nosso esforço”, observa a professora Edna sobre as dificuldades para a execução de projetos. Segundo ela, como a inciativa depende de tecnologia para ser aprimorada, a distância entre o colégio e os centros de pesquisa mais próximos (nas cidades de Juazeiro e Petrolina) dificulta a execução de uma prótese ainda mais eficiente.

“Atualmente, já sabemos que o projeto funciona. Se tivéssemos uma máquina que corta a lazer, por exemplo, poderíamos produzir em larga escala e assim atender pessoas da zona rural”, afirma Luís.
Ainda assim, segundo a professora, a motivação dos estudantes para solucionar um problema recorrente na cidade se mantém: “ver um projeto de jovens de 16 anos que estão preocupados em universalizar o acesso às próteses aos amputados nos enche de orgulho. É admirável a capacidade [que os estudantes têm] de irem além em busca uma solução”.

Fonte: http://porvir.org/estudantes-criam-protese-com-materiais-reciclaveis-para-trabalhadores/

Como incentivar a leitura? Confira esse projeto que engajou muitos alunos

Criança lendo

Incentivar a leitura, entre os alunos, nem sempre é tarefa fácil. Em um país onde 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, segundo pesquisa Retratos da Leitura, professores precisam inovar para engajar os estudantes e mostra-los que a leitura é benéfica e pode ser muito prazerosa.

Foi o que fez a professora Mychelys de Mattos Queiroz, que dá aula para o 4º ano na Escola Municipal Nossa Senhora do Rosário, em Manaus/AM. Ao constatar esse déficit de leitura entre os seus alunos, ela começou a trabalhar com eles o projeto interdisciplinar “Autores Mirins”. Nele são utilizados gêneros textuais para abordar conteúdos previstos da série, sem a fragmentação do ensino.

O projeto propõe colaborar para o desenvolvimento da leitura e da escrita por meio de atividades que unem diferentes disciplinas e despertem nos alunos o desejo de aprender de forma criativa e prazerosa, estimulando suas capacidades cognitivas e sociais.

Preocupação com o Meio Ambiente

Para estimular a linguagem oral e escrita, Mychelys oportunizou a leitura da história infantil “Essa Tal de Natureza”, da autora Leyla Leong. Essa obra trata de fatores que podem ameaçar o meio ambiente, como a ignorância, a indiferença e a ambição. A mensagem que ela passa é de conscientização, buscando despertar os leitores à importância de atitudes em relação à natureza e ao Meio Ambiente.

Após a leitura, a professora desenvolveu diversas atividades em sala de aula, como rodas de conversas, produções textuais, interpretações orais e escritas, confecção de maquete, exposição de textos, utilização de softwares, músicas, artes e produção de um livro com os textos construídos pelos alunos.

O foco das atividades foi a mobilização pela causa ambiental, sendo apontados diversos questionamentos de como é possível minimizar os efeitos das ações do homem.Também houve produção textual de uma carta e de textos relacionados à temática, trabalhando itens como coerência, coesão dos textos, ortografia e gramática.

Já na área de ciências naturais e sociais, foi estudada a ação do homem sobre a natureza, a alimentação, seu agir pessoal e coletivo com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade e resiliência. Em geografia, foram feitas pesquisas e a construção de maquete sobre a paisagem natural e paisagem modificada, além de tratar sua importância para o homem e estudar modo de vida urbano e qualidade de vida, áreas protegidas, conservação ambiental, cidadania, pluralidade cultural, produzir sem degradar.

A temática da sociedade também foi trabalhada, centrada no consumo e no desperdício irracional de recursos, fazendo as devidas inferências sobre o meio ambiente.

Para trabalhar com as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), foram utilizados softwares na construção de imagens representativas sobre o meio ambiente, o que permitiu inúmeras possibilidades de tornar a didática mais envolvente e assimilativa. Isso ajudou a captar a atenção do aluno de uma forma mais aguda e consequentemente aumentar as chances de um aprendizado de sucesso.

Que achou do projeto? Comente abaixo!

Fontes:
http://porvir.org/projeto-de-leitura-e-escrita-forma-autores-mirins-mobilizados-pela-causa-ambiental/
https://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/44-da-populacao-brasileira-nao-le-e-30-nunca-comprou-um-livro-aponta-pesquisa-retratos-da-leitura/

Saiba o que esses alunos fizeram com lixo eletrônico recolhido

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Campanha de lixo eletrônico nascida em sala de aula mobiliza comunidade e ajuda alunos a compreender o descarte correto e reaproveitar materiais em um projeto de robótica educacional.

A campanha da Escola Municipal Pedro Carnaúba, em Viçosa/AL, intitulada “Recicle: todo lixo eletrônico é bem-vindo!” teve como objetivo a retirada de resíduos de circulação, realizar o descarte correto e então utilizar parte do material para atividades de robótica. O projeto, que contou com boa divulgação através das redes sociais e no “boca-a-boca”, arrecadou quase 900 kg.

A ação deu certificado de descarte certo da empresa Bio Digital aos envolvidos e os materiais serviram de matéria-prima para o projeto de robótica da escola.

Materiais reciclados viram tecnologia

Para ajudar na manipulação e correta desmontagem das peças eletrônicas, a escola recebeu kits de ferramentas da Secretaria Municipal de Educação e da Câmara de Vereadores. Com esses materiais eletrônicos recicláveis e os kits, a criatividade tomou conta dos estudantes.

Os alunos desenvolveram uma casa sustentável, onde o acendimento de lâmpadas, ventiladores e do alarme era realizado por sensores de movimento de mouse de computador. Além disso, também foi construído um carrinho acionado por controle remoto de televisão e um minirrobô chamado “Barata Elétrica”.

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Projeto trouxe aprendizado para as crianças

Segundo João Paulo Lessa Falcão, professor responsável, “durante o andamento do projeto, além do trabalho manual desenvolvido em casa, os alunos puderam contextualizar conteúdos curriculares a temas como o consumo sustentável de energia elétrica e a utilização de sensores para redução dos de valores das contas de energia”.
Conforme João, hoje os alunos têm uma nova visão de mundo. E o resultado não parou por aí: pontos de coleta foram distribuídos em outras escolas municipais e alguns prédios públicos, mantendo a sustentabilidade local.

Gostou do projeto e tem outros exemplos para nos contar? Então comente abaixo!

Fonte:
http://porvir.org/campanha-de-lixo-eletronico-nascida-em-sala-de-aula-mobiliza-comunidade/

Telhas feitas com bagaço de laranja

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Quem poderia imaginar que o bagaço da laranja pudesse ser transformado em teto para muitas pessoas? As alunas Larissa de Souza Galvão e Mariana Oliveira da Costa e Silva, da Escola Estadual Professor Gabriel Pozzi, de Limeira/SP, imaginavam e mostraram ser possível.

As duas iniciaram o projeto quando tinham 15 anos, no segundo ano do ensino médio. Hoje com 16 anos, e um ano e meio após o começo da pesquisa, chegaram ao produto final: uma telha que é produzida a partir do bagaço da laranja com resina de mamona. A ideia se fundamentou quando elas precisavam apresentar algum projeto na feira de ciências da escola. De um grupo de quatro pessoas, o primeiro passo foi um projeto de etanol a partir do suco da laranja. Segundo Larissa, “eles descartavam o bagaço e nós queríamos reaproveitar, então pensamos na telha”.

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Depois de algumas tentativas que não deram certo, as estudantes buscaram a ajuda de pesquisador de uma empresa da cidade e de um doutorando em arquitetura e urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), Victor Baldan. Entre as ajudas, elas receberam bagaço das laranjas para utilização na experiência e a orientação de Victor, que sugeriu misturar o resíduo triturado do bagaço com a resina de mamona. O resultado deu certo.

O orientador do projeto e professor de física na escola, José Raimundo Gaioso de Oliveira, explicou que a telha atende a todos os parâmetros das normas para que possa ir ao mercado e que deve custar bem menos do que uma telha tradicional. Victor contou que, apesar de ter feito a parte prática do projeto, Larissa e Mariana são muito aplicadas. “Elas são bem esforçadas e preocupadas. Elas querem entender o que acontece. Essa vontade e preocupação é o que mais importa”, contou.

Com o pedido de patente já providenciado, “a telha pode ficar de R$ 1 a R$ 2, mas dependendo da quantidade que é fabricada pode ficar até mais barato. Uma telha comum custa de R$ 3,50 a R$ 4”, comparou Victor. A estimativa do pesquisador é que em cerca de cinco anos o produto esteja disponível no mercado. “É um processo demorado e burocrático”, explicou. Mas enquanto não está à venda no mercado, os frutos já estão sendo colhidos: as alunas vão participar e serão premiadas na 19ª Exporecerca Jove 2018. Elas foram contempladas com um subsídio para ir até a Espanha e participar do evento entre 22 e 24 de março. “Pegou a gente de surpresa, mas estamos preparadas”, afirmou Mariana.

E você, leitor: tem exemplos de reciclagem? Conte pra gente abaixo!

Créditos das imagens: E. E. Professor Gabriel Pozzi/Divulgação

Fonte:
https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/alunas-da-rede-publica-desenvolvem-telha-sustentavel-a-partir-do-bagaco-da-laranja.ghtml

Um projeto sobre duas rodas

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A experiência “Deu Bike – Um Projeto sobre Mobilidade Urbana” foi uma estratégia da professora Dária Teixeira Passos para apresentar aos seus alunos de ensino fundamental, conceitos de planejamento urbano e os seus impactos no desenvolvimento ambiental, econômico e social.

Para desenvolver o projeto, ela utilizou as ferramentas do Google For Education. Juntamente aos alunos, houve a construção de um mapa de mobilidade urbana mundial e local utilizando o Google Mymaps. Para apresentar informações coletadas, através de gráficos, foi usado o Google Forms. Já, para compilar todas as informações, o Google Plans cumpriu a missão. Aconteceu, também, a produção de vídeos informativos e que incentivavam a utilização de bicicletas como transporte ideal para a realidade local.

Se no início, o projeto tinha como objetivo a produção de um vídeo educativo, com o dinamismo das aulas, a utilização das ferramentas digitais e a proximidade da temática com a realidade local, houve um engajamento dos alunos e, assim, dois grupos de estudantes se uniram para continuar o projeto. Um dos grupos continuou as pesquisas e pôde observar nos gráficos que a bicicleta é vista como o melhor meio de transporte, pelos entrevistados do município. A partir destes insights, surgiu a ideia de construir um mecanismo que carrega o celular através da bicicleta. Sob orientação, adquiriram os materiais necessários e desenvolveram com o auxílio de responsáveis.

O resultado foi parar na feira de ciências da escola, além de ser apresentado e publicado no ICLOC 2017 e inscrito no ICLOC Jovem 2017.

Veja o vídeo e saiba um pouco mais sobre o projeto:
https://www.youtube.com/watch?v=B0qRpquGwyM

Que achou da ideia? Comente para a gente!

Fonte:
http://porvir.org/estudantes-criam-bicicleta-que-carrega-celular/

Casateca: uma biblioteca sustentável

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Produção e descarte de resíduos, consumo e consumismo, logística reversa. Todos esses assuntos são pilares para o projeto que as professoras Eliane Barreto Maia Santos e Rafaela Batista Santos, do Colégio Nossa Senhora Medianeira, em Curitiba/PR, criaram: a Casateca.

A Casateca é uma biblioteca para toda a escola utilizar como espaço de estudo, descanso e para pegar ou doar livros. Desenvolvida com materiais reciclados, a biblioteca e sua construção, possibilitaram trabalhar a matemática na prática, ao aferir a massa das caixas de leite cheias de resíduos, medir a madeira e construir o quadrado onde as caixas-tijolos seriam encaixadas. Também, para estudar problemas que poderiam ocorrer, como mudança de local da porta para não impedir a abertura de uma das janelas, os estudantes precisaram medir a área de cada placa e das paredes, explorando formas geométricas das placas, os sólidos geométricos formados pela casa e o próprio projeto da casa, que foi elaborado pela mãe de um dos alunos.

Após realizarem pesquisas sobre casas ecológicas, os estudantes acabaram optando por telhado desenvolvido com garrafa pet (para melhor iluminação) e pelo telhado verde (que mantém a casa com temperatura agradável). A atividade ajudou também na reflexão sobre a importância de um projeto assim, para a construção de moradias de baixo custo, uma alternativa sustentável de reaproveitamento de resíduos que levariam centenas de anos para se decompor na natureza. Foram utilizadas 808 caixas de leite, totalizando 161 kg de resíduos (cálculos realizados pelos alunos, após a construção). Para trabalhar o reaproveitamento, os alunos organizados em equipes desenvolveram objetos e móveis para o interior da casa.

Com o nome escolhido em votação pelos alunos, a Casateca é atualmente utilizada por todos alunos do ensino fundamental. Eles auxiliam na manutenção, molham as plantas do jardim e reorganizam a disposição dos móveis. Como é resistente ao sol e à chuva, existirá por muitos anos.

Que achou da ideia? Comente para nós!

Créditos da foto: Arquivo Pessoal / Eliane Barreto Maia Santos

Fontes:
http://porvir.org/alunos-reaproveitam-materiais-para-criar-biblioteca-ecologica-na-escola/

Atividade aborda a importância de rio em torno de escola quilombola

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Professoras criam atividade para ressaltar a importância de rio e de quilombo que fazem parte da comunidade onde os alunos residem.

Amanda Omar e Virna Lopes são professoras em escola quilombola de João Pessoa/PB e, no segundo bimestre de 2016 desenvolveram uma atividade para conhecer melhor a comunidade onde a Escola Municipal Antônia do Socorro Silva Machado está localizada.

Para o início da atividade, desenvolveram um trabalho sobre o Rio de Padre, que tem grande importância para o bairro e que representa um lugar de memória e saberes do Quilombo Paratibe. Foram abordadas sua história e contribuições para a economia da comunidade, além da realização de debates sobre a poluição, as profissões ligadas ao rio, os danos à fauna e flora vindos do desmatamento de áreas próximas e a degradação do rio.

Para isso, utilizaram vídeos educativos e atividades de produção de texto, criação de imagens e debates em sala de aula. A atividade também envolveu a criação de um mural com lixo recolhido pelos alunos no pátio da escola. Com um material que poderia poluir o rio, eles tentaram contextualizar materialmente o debate sobre a poluição.

Em paralelo, foi organizada uma visita ao rio, com apresentação de questões históricas relacionadas ao local e, após, os estudantes puderam expressar os resultados dessa aprendizagem com produções textuais e coreografia de dança, entre outras atividades. Como resultado, as professoras identificaram uma maior conscientização sobre a importância do rio para os cidadãos da região.
Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Fonte: http://porvir.org/projeto-de-artes-resgata-memoria-de-rio-entorno-de-escola-quilombola/

Bioma brasileiro estudado através de robô

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Professores criaram um projeto que utiliza materiais eletrônicos descartados para desenvolver um robô que percorreu um mapa do Brasil, executando diversas tarefas nos diferentes biomas do país.

Leonardo Mendes e Paloma Sanchez são professores de programação e ciências no Colégio Jesus Maria José, em Poços de Caldas/MG. A proposta do projeto foi integrar os conteúdos de ciências, robótica e programação e surgiu no intuito de juntar as matérias em uma atividade que os alunos gostassem de executar.

O projeto foi organizado em etapas e, na primeira, os alunos fizeram pesquisas sobre os biomas brasileiros, onde puderam identificar as características e problemas de cada um. Com o diagnóstico, os estudantes desenharam cada bioma para a confecção de um tapete. Nele, o robô, então, iria executar as atividades e desafios que seriam propostos.

O próximo passo era criar o robô e, para isso, foi solicitado aos alunos que trouxessem materiais eletrônicos que não tivessem mais utilidade em suas casas. Esses equipamentos então foram desmontados e as peças que ainda tinham utilidade foram aproveitadas para elaboração de protótipos. Quando ficaram prontos, os estudantes perceberam melhor o funcionamento das peças e partiram para a construção e programação do robô.

Com os desenhos dos biomas já feitos, foram criadas tarefas para o robô executar em cada um desses biomas. No Pantanal, por exemplo, o desafio era resgatar jacarés que estivessem presos. Na Amazônia, a missão era prender traficantes de madeira. Assim, cada bioma tinha uma tarefa a ser executada.

Além de programação e ciências, o projeto também envolveu trabalho em equipe, raciocínio lógico, conhecimentos de eletrônica e reciclagem de aparelhos eletrônicos. O resultado foi alunos muito envolvidos e com muita empolgação na busca de novos conhecimentos.

Fonte: http://porvir.org/robo-de-sucata-eletronica-cumpre-missoes-para-proteger-natureza/

Sustentabilidade Escolar

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A sustentabilidade é tema constante em sala de aula. E nada melhor do que a própria escola ser exemplo sustentável. É o caso do Colégio Estadual Erich Walter Heine, no Rio de Janeiro.

Ele foi inaugurado em 2011 e é o primeiro colégio da América Latina a ter reconhecimento sustentável através do Green Building Council. O seu telhado é verde e ele é construído no formato de cata-vento, o que facilita a circulação do ar e consequente diminuição da absorção de calor no ambiente. A água da chuva é reaproveitada, além das lâmpadas serem de LED.

O resultado foi a redução de até 40% no consumo de energia da escola, poupando em torno de R$ 5 mil em despesas de água e luz, por mês. Tudo isso trouxe consciência ambiental aos estudantes também. As disciplinas básicas, por exemplo, dividem espaço com atividades como reciclagem, cuidados com horta e manutenção do telhado verde.

Além destas atividades sustentáveis, que já são da rotina dos alunos, durante o ano também acontecem outros projetos sustentáveis. No final de 2016, por exemplo, foram recolhidos pneus usados para então produzir e colocar poltronas pela escola.

Fonte: http://porvir.org/escola-publica-rio-tem-telhado-verde-praticas-sustentaveis/