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Entenda como a sala de aula invertida ajuda na autonomia dos alunos

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Em projeto desenvolvido em escola municipal de Guararema (SP), educadora conta como trabalha com grupos de estudo e roteiros individuais para personalizar as aulas.

Laiana Bruno Petta leciona para uma turma de 5º ano do ensino fundamental em escola municipal de Guararema/SP. Para se afastar da prática profissional que estava levando, onde se via como uma professora tradicional, ela cria um projeto que utiliza a metodologia da sala de aula invertida, que teve como objetivo estimular a autonomia e a cooperação de seus alunos. O projeto foi intitulado de “A verdadeira autonomia do respeito e da cooperação”.

A professora tomou algumas medidas para fazer essa mudança: ela permitiu que os alunos escolhessem a ordem dos conteúdos dos materiais apostilados; as carteiras enfileiradas foram deixadas de lado para trabalhar em grupos de estudos; para personalizar o ensino e organizar o caminho que o aluno irá percorrer, uma vez que ele possui um grupo para cada disciplina, foram criados roteiros de estudos individuais que descrevem cada percurso. Neles, Liana informa qual grupo pertence em cada disciplina e a ordem dos conteúdos que serão trabalhados durante todo o bimestre. Com o roteiro em mãos, eles têm total consciência de sua trajetória. Nesse mesmo roteiro, podem anotar a situação da aula, se foi compreendida ou se ainda ficou alguma dúvida, e a data em que a atividade foi realizada.

Além disso, é utilizada a metodologia de sala de aula invertida, em que os alunos levam suas apostilas para casa para realizar a leitura prévia do conteúdo da próxima aula. Dessa forma, é otimizado o tempo em sala, pois não existem mais aulas expositivas. Os alunos debatem em seus respectivos grupos o conteúdo lido, tiram as dúvidas que surgirem com os colegas e realizam as atividades propostas pelos livros.

Para que a aprendizagem se torne ainda mais significativa, Liana disponibiliza vídeos sobre os conteúdos trabalhados para os grupos assistirem em seu tablet durante as aulas. A avaliação do processo foi realizada em sua maior parte por sua observação. Eles também realizaram atividades avaliativas personalizadas para cada grupo e uma avaliação bimestral, além da autoavaliação que compõe parte da média bimestral.

Com estas novas metodologias, Liana pôde perceber um maior engajamento dos alunos em seu processo de aprendizagem. Eles se tornaram sujeitos de sua própria história, têm maior autonomia e aprenderam a cooperar com seus colegas. As trocas de informação, imprescindíveis na construção da aprendizagem, são muito ricas e acontecem na prática, tornando dessa forma o tempo escolar de cada um mais significativo.

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Fonte: http://porvir.org/professora-aposta-na-sala-de-aula-invertida-para-estimular-autonomia-dos-alunos/

Atividade invertida em ação

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Sandro Jorge Tavares Ribeiro é licenciado em educação física, trabalhando na formação de professores há alguns anos. Sempre adotando metodologias ativas que envolvem o uso de tecnologias digitais, ele percebeu que a sala de aula invertida era uma boa alternativa.

Seu projeto, chamado “Flipped classroom: aprendizagem para além da sala de aula com o Edmodo” acontece com a união de dois campos do saber: ensino e meio ambiente. Com duração inicial de um semestre, o projeto teve a utilização da plataforma virtual de aprendizagem Edmodo, que ajuda o professor a inverter a lógica da sala de aula.

Através deste ambiente virtual, quatro atividades foram disponibilizadas para os estudantes, que tinham como objetivo levar os estudantes a refletirem sobre a educação ambiental em uma perspectiva crítica. A relação virtual conquistada, deu a possibilidade de um posterior encontro presencial, onde foram abordadas as discussões que aconteceram no Edmodo.

Após, foi realizada uma visita técnica à Estação Ecológica de Tamoios, localizada entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty, que se correlacionou às reflexões das tarefas online executadas pelos discentes. Com essas intervenções foram levantados conhecimentos em educação ambiental na graduação em educação física do UniFOA (Centro Universitário de Volta Redonda), em Volta Redonda (RJ).

A primeira atividade posterior à visita, foi no ambiente virtual, onde os estudantes foram estimulados a ler um artigo, realizarem uma postagem com suas reflexões e comentarem na postagem de dois dos seus colegas. Após, eles assistiram a um vídeo em grupo e tiveram que compartilhar suas reflexões. Na terceira atividade, as equipes produziram um vídeo com uma resenha de cinco minutos sobre as reflexões durante a vista à estação ecológica e as questões levantadas na plataforma. Já na atividade final, foram estimulados a confeccionar um projeto sobre montanhismo e ou slackline que inclui a temática da educação ambiental.

Fonte: http://porvir.org/atividade-inverte-sala-de-aula-na-formacao-de-professores-de-educacao-fisica/

Sala de aula invertida: você sabe o que significa essa nova forma de ensino?

Sala de aula invertida: saiba mais sobre essa inovação

Você já ouvir falar em sala de aula invertida? Esse conceito novo não é nenhum modismo não e pode ser uma ótima oportunidade de você inovar com os seus alunos em sala de aula.

A sala de aula invertida é um modelo de ensino e aprendizagem onde o educador terá um contato com os alunos fora do ambiente escolar e a lição de casa é realizada de uma forma um pouco diferente da convencional.

Pesquisadores já estudam o conceito de sala de aula invertida desde os anos 90. Mas foi só em meados de 2007 que o conceito se popularizou. Na época, os professores começaram a gravar vídeos e criar Power Point com voz e animação e disponibilizar na internet para os alunos que faltavam.

Neste modelo o professor cria a sua aula em vídeos e/ou outros formatos tais como podcasts, blogs, utilizando as seguintes ferramentas: Google Drive, Dropbox, Facebook, Twitter, Youtube, Slideshare, sites Wiki e os alunos acessam em casa, na hora que desejarem, e quantas vezes quiserem.

O professor pode criar vídeos curtos de 8 a 12 minutos ou até mesmo selecionar vídeos e palestras da internet. Outra dica é incluir nos vídeos perguntas-chaves para o aluno responder quando retornar à sala de aula.

Quais as vantagens da Sala de Aula Invertida?

– A responsabilidade da aprendizagem fica a cargo também do aluno

– Os alunos tendem a ter um desempenho melhor quando controlam o que aprendem e quando aprendem

– O professor deixa de ser o único detentor do conhecimento e se torna um mediador que orienta e guia seus alunos

– O estudantes se tornam mais ativos e participativos nas questões em sala de aula

– A sala de aula torna-se um lugar para os alunos trabalharem com os problemas, avançar conceitos, e se envolverem na aprendizagem colaborativa.

– O professor pode criar oportunidades de aprendizagem que envolvam muito mais todos os alunos

– Quando têm alguma dificuldade de aprendizagem os alunos podem serguir o seu próprio ritmo

– Alunos mais tímidos e que têm medo de tirar dúvidas em público podem rever os vídeos a qualquer hora e sanar seus questionamentos

– Os alunos tem acesso imediato e fácil a qualquer tópico quando precisam, deixando assim, o professor com mais oportunidades de expandir e enriquecer os momentos de produção colaborativa

Como começar?

Um estudo feito em escolas americanas mostra que as disciplinas mais adaptadas para a sala de aula invertida são matemática, física, química e ciências, já que são matérias cujas demonstrações práticas são mais fáceis na sala de aula.

Para inserir esse modelo de educação no seu dia a dia é preciso inovar. A mudança exige esforço não somente do educador, mas de todo o ambiente escolar.

Comece preparando alguns vídeos para aulas interativas, crie um blog para a turma e inicie aos poucos a novidade entre os alunos.