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Ler é uma gostosura

Studying in the park

Para incentivar a leitura por parte dos seus alunos, a professora Liciane de Fátima Xavier Lourenço, criou o projeto “Ler é uma gostosura”, que trouxe excelentes resultados em sala de aula.

O início do projeto se deu quando Liciane, no início do ano letivo, percebeu que seus alunos não estavam interessados em histórias e rodas de conversa. Para incentivar o interesse dos estudantes, ela resolveu utilizar um livro de Todd Parr. Todos os dias, a professora incentivava a leitura e, com base na história fizeram diversas atividades relacionadas aos conteúdos de língua portuguesa e matemática. Estava iniciado o “Ler é uma gostosura”.

Durante o processo do projeto, foram utilizadas atividades lúdicas, como a senha da sala de aula. Quando um aluno queria ir ao banheiro, era necessário que ele pegasse uma senha dentro de uma caixa de sapato, que ficava estrategicamente localizada na porta. Após ler uma palavra do livro, o aluno estava liberado para sair.

Isso virou rotina e as crianças até começaram a fazer senhas para utilizarem em casa. Na escola, foram criados momentos de leitura na sala, com regras regidas pelos alunos, como momentos no chão, embaixo de árvores e nos corredores da escola. Para Liciane, as crianças precisam ser observadas, escutadas e valorizadas, pois são seres singulares. Logo que eles começaram a ler, os olhinhos brilharam e acabam incentivando os colegas.

Fonte: http://porvir.org/brincadeiras-producoes-autorais-contribuem-para-alfabetizacao/

A fábrica de criar histórias

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A imaginação vira realidade na Fabriqueta de Histórias, oficina que dá a oportunidade de crianças e jovens desenvolverem a escrita criativa, a partir da produção de um livro coletivo.
O projeto é desenvolvido por Josephine Bourgois, francesa radicada no Brasil, e já promoveu quatro oficinas, cada uma delas com cinco encontros, um por semana. Após este período, os alunos têm um livro pronto. Três dias são dedicados à escrita, um dia é voltado à ilustração e o último dia é reservado à impressão e seção de autógrafos.

Antes disso tudo, claro, é necessário escrever o livro. O processo se inicia quando os alunos chegam no espaço da Fabriqueta, onde Josephine se reúne com o autor ou a outora, e juntos decidem um ponto de partida para a obra. Na primeira oficina realizada, o pretexto comum a todos os alunos foi baseado em uma notícia sobre os objetos mais insólitos encontrados em achados e perdidos. Após, foram compradas miniaturas desses objeto, como crânios e armaduras medievais, e então era escolhido um ponto de vista: o de quem perdeu o objeto, o próprio objeto ou um outro da caixa que ficou com “ciúmes” do que foi resgatado.

A partir de uma ideia em comum, cada aluno escreve seu texto, e este fará parte da produção coletiva. No último encontro, será dada origem ao livro. Nas três aulas dedicadas à escrita, a ideia é que os alunos consigam desenvolver ao menos duas versões do texto. Então, Josephine e os parceiros que a ajudam no projeto, fazem o papel de editores, revisando o texto das crianças e apontando questões que elas apresentam dificuldades.

Com quatro oficinas realizadas, Josephine conseguiu o apoio de diversos autores para acompanhar e incentivar as atividades dos alunos. Antonio Prata, Estevão Azevedo, Noemi Jaffe e Andrea del Fuego são apenas alguns dos nomes que acreditam no projeto. A proximidade com os autores, segundo a francesa, tem três propósitos básicos: inspirara os alunos com a trajetórias dos escritores. Depois a ideia de provar que o mundo da literatura é de carne e osso, derrubando a mística de que só pode escrever quem sabe escrever bem. O terceiro propósito é oferecer a possibilidade do autor ajudar no processo de escrita do livro.

Fontes:
http://porvir.org/alunos-escrevem-publicam-livro-coletivo-em-oficina/

A biblioteca sobre duas rodas

Todo fim de semana, Saber Hosseini carrega sua bicicleta com livros e os leva até vilarejos, que não possuem escola. Saber é professor de Bamiyan, no Afeganistão, e teve a ideia quando pensou em dar oportunidade às crianças sem acesso a livros e educação. Era o começo do projeto “Children’s Book Foundation”.

A ideia foi apoiada por amigos de Saber, que fizeram algumas doações para ajudar o professor a comprar os primeiros livros. No início, a biblioteca contava com 200 exemplares. Hoje, com a ajuda de mais doadores, a coleção já conta com mais de 6 mil livros.

A bicicleta é utilizada por várias razões, como a falta de dinheiro suficiente para comprar carros, ou também devido a algumas aldeias serem acessíveis somente por bicicleta ou moto, e a mais interessante: como Taliban tem, por vezes, utilizado bicicletas em seus ataques a bomba, a ideia do professor é transmitir a mensagem de que podemos substituir a violência pela cultura.

Com funcionamente parecido com de uma biblioteca, toda semana, novos livros chegam às comunidades, e os antigos são recolhidos, sendo levados para crianças de outros vilarejos. Sempre que chega aos locais, o professor tenta conversar com as crianças sobre diversos assuntos. Certa vez, Hosseini conversou sobre armas, falando que elas deveriam dizer não as armas e sim aos livros. Na semana posterior, quando voltou ao local, recebeu armas de plástico de todas as crianças, que se reuniram para entregá-las para ele sob uma condição: na outra semana gostariam de ser a primeira parada do projeto, para que pudessem assim escolher os exemplares com mais variedade.

O projeto, que já tem uma biblioteca física e mais cinco em construção.

Fonte:  Hypeness 

 

Já conhece a plataforma Elefante Letrado? Pois deveria!

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Em um mundo cada vez mais conectado, nem as crianças ficam longe das mídias digitais. Se antes, especialistas recomendavam que apenas os maiores de 2 anos tivessem acesso à televisão, smartphones e tablets e computadores, hoje a situação já não é mais a mesma. Os pequenos precisam apenas dos mesmos cuidados dos pais em ambiente virtual.

A Elefante Letrado lembra que o ambiente digital é apenas mais um ambiente. Ou seja, as crianças fazem as mesmas coisas que sempre fizeram, só que agora também em ambiente digital, que podem ter efeitos positivos e negativos como qualquer outro ambiente.

Já que a tecnologia faz parte das nossas vidas, é possível usar esse potencial para estimular o aprendizado. O constante acompanhamento, orientação e estímulo aos programas e sites mais adequados já fazem parte da educação.

O Elefante Letrado conta com livros, locuções, animações, jogos educativos, conteúdos pedagógicos, conteúdos nivelados de acordo com faixa etária e ano escolar, além de recursos de acessibilidade para crianças com deficiência visual, física ou com mobilidade reduzida. As crianças podem acessar os conteúdos por meio de tablets, computadores e smartphones.

A biblioteca do Elefante Letrado tem 26 níveis progressivos de A a Z, divididos de acordo com a quantidade de palavras, o número de página, a complexidade dos textos e os assuntos abordados. Para conhecer mais sobre o projeto, entre no site.