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O poder de um diário

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A necessidade de falar sobre suas histórias pessoais gerou engajamento para que os alunos da professora Adriana Ribeiro tivessem mais interesse pela leitura e escrita.

Percebendo essa vontade das crianças do terceiro ano do ensino fundamental, que muitas vezes a procuravam para conversar, Adriana resolveu utilizar diários para que fizessem seus relatos pessoais. O início da atividade foi a apresentação de diários e agendas, além de livros que falavam sobre o tema, como “Diário de um Banana”, “Meu Querido Diário” e “O Diário Escondido de Serafina”. Esse último livro foi escolhido para uma leitura coletiva, dividindo-o por páginas.

Depois, foi organizada uma lista com palavras para auxiliar os estudantes que tinham mais dificuldade. Na sequência, com essas palavras, iniciou-se trabalho com dicionário. Adriana também falou sobre blogs, que são utilizados para relatos em ambiente digital, e mostrou, como exemplo, o Blog da Vovó, de uma idosa que fala sobre a sua experiência com a informática.

A atividade teve prosseguimento com a compra de caderninhos para cada aluno, que eles poderiam decorar livremente. A partir da criação dessa estética do material, iniciou-se o trabalho de escrita. Os alunos sentiram-se à vontade para fazer os registros sobre seu dia a dia, ficando a seus critérios a leitura de seus diários para o grande grupo, ou não.

Adriana percebeu que a atividade trouxe um progresso muito grande para os pequenos, que ficaram mais engajados com a leitura e a escrita, e também começaram a interagir e conviver melhor, tendo como resultado a diminuição dos conflitos e aumento da cumplicidade.

Fonte: http://porvir.org/alunos-escrevem-diarios-na-sala-de-aula-para-compartilhar-suas-historias-pessoais/

Ler é uma gostosura

Studying in the park

Para incentivar a leitura por parte dos seus alunos, a professora Liciane de Fátima Xavier Lourenço, criou o projeto “Ler é uma gostosura”, que trouxe excelentes resultados em sala de aula.

O início do projeto se deu quando Liciane, no início do ano letivo, percebeu que seus alunos não estavam interessados em histórias e rodas de conversa. Para incentivar o interesse dos estudantes, ela resolveu utilizar um livro de Todd Parr. Todos os dias, a professora incentivava a leitura e, com base na história fizeram diversas atividades relacionadas aos conteúdos de língua portuguesa e matemática. Estava iniciado o “Ler é uma gostosura”.

Durante o processo do projeto, foram utilizadas atividades lúdicas, como a senha da sala de aula. Quando um aluno queria ir ao banheiro, era necessário que ele pegasse uma senha dentro de uma caixa de sapato, que ficava estrategicamente localizada na porta. Após ler uma palavra do livro, o aluno estava liberado para sair.

Isso virou rotina e as crianças até começaram a fazer senhas para utilizarem em casa. Na escola, foram criados momentos de leitura na sala, com regras regidas pelos alunos, como momentos no chão, embaixo de árvores e nos corredores da escola. Para Liciane, as crianças precisam ser observadas, escutadas e valorizadas, pois são seres singulares. Logo que eles começaram a ler, os olhinhos brilharam e acabam incentivando os colegas.

Fonte: http://porvir.org/brincadeiras-producoes-autorais-contribuem-para-alfabetizacao/

Literatura pedalada

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Uma biblioteca sobre duas rodas. O projeto BiciBiblioteca é, literalmente, uma biblioteca itinerante, com um acervo de quase três mil livros, levando literatura aos alunos do ensino fundamental de escolas da cidade de São Paulo/SP.

Através de uma bicicleta adaptada, com prateleiras sobre duas rodas, a BiciBiblioteca incentiva o compartilhamento de experiências literárias entre os estudantes de diferentes escolas. A cada mês, as crianças podem escolher duas novas histórias. E para isso, devem doar um livro usado. A prática se repete, ao mesmo tempo, nas outras instituições, promovendo um verdadeiro “rodízio” de livros.

A fim de estimular a troca entre os alunos, todos os livros possuem fichas de leitura, onde as crianças anotam, desenham momentos das obras e também elegem seus personagens favoritos. Esta ideia de unir bicicleta e literatura, vem do crescimento da utilização do veículo de duas rodas.

O projeto foi viabilizado com recursos obtidos pela Lei Rouanet e tem patrocínio de empresa de restaurantes corporativos, com pretensões de atingir cerca de mil crianças até o final do ano.

Fontes:
http://porvir.org/bicicleta-adaptada-promove-intercambio-de-livros-entre-escolas/

Xeque-mate para a literatura

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Xadrez e literatura parecem não ter muito a ver, não é mesmo? Para a professora Ana Lúcia Lopes Viana ambos podem ter muito em comum e até se unirem.

Os alunos de Ana sempre gostaram muito de desafios, mas na hora da leitura o interesse não acontecia. A motivação para esta mudança aconteceu quando ela percebeu que os estudantes utilizavam a sala de leitura para jogar, ao invés de ler. Para despertar a atenção das crianças, a professora criou a atividade xadrez literário, que envolve obras literárias e também técnicas do jogo. Os livros utilizados para contextualizar as disciplinas foram “O Diabo dos Números” e “Alice no País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho”.

Para isso, ela elaborou um jogo de RPG, tendo pistas que levam os alunos a capítulos de livros que desvendem um enigma final para vencer uma jogada de xadrez. O objetivo de Ana, com isso, era ampliar o número de crianças que liam em sua turma e também mostrar que a leitura pode ser uma estratégia na resolução de problemas, criando senso crítico e desenvolvendo raciocínio lógico com as palavras. A professora contou com a ajuda dos próprios estudantes, já que não possuía muito conhecimento sobre jogos de RPG e técnicas de xadrez.

Após a atividade, a professora percebeu uma maior utilização da sala de leitura para o exercício, por parte dos alunos.

Créditos da foto: Arquivo Pessoal / Ana Lúcia Lopes Viana

Fontes:
http://porvir.org/xadrez-literario-coloca-em-xeque-falta-de-interesse-pela-leitura/

Escrever a mão? Não precisa mais.

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Em plena era digital, é compreensível a reclamação de estudantes sobre reescrever textos e materiais à mão. O projeto “Espaço Literário” foi desenvolvido pensando nestas situações.

Desenvolvido como um website, através dele os alunos têm a possibilidade de divulgar e editar materiais que produziram, e receber feedback das professoras online, tornando os processos de edição e reescrita textual mais eficientes.

O projeto é concebido por Rosinete dos Santos Freitas, professora de Língua Portuguesa e também por Catia Regina Bernardes Fernandes, professora de Tecnologia Educacional. Uma das ideia é que, através dele, todos tenham acesso aos materiais, como contos e crônicas dos alunos, e não somente professores.

O resultado tem sido muito positivo, já que, alunos que possuíam dificuldade ou desinteresse em escrever no papel, agora se sentem à vontade para registrar suas ideias. Além disso, o fato de possuírem mais “leitores”, os estimulou a escreverem melhor e com mais atenção.

Fontes:
http://dc.clicrbs.com.br/sc/dc-na-sala-de-aula/noticia/2017/03/professoras-criam-projeto-online-para-incentivar-leitura-e-producao-textual-9758457.html

A leitura aproxima

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Mais do que uma ferramenta de aprendizado, a leitura pode ser uma forte aliada na aproximação de filhos e pais. O projeto “Leitura em Família” é uma prova disso.

Ao se sensibilizar com um aluno, que achava que seus pais não gostavam dele, e devido a isso não o ajudavam com suas tarefas de casa, a professora dos anos iniciais do ensino fundamental na rede municipal de Fortaleza/CE, Tereza Mara Uchôa, desenvolveu o projeto “Leitura em Família” como estratégia na aproximação de familiares.

A ideia do projeto é montar kits de leitura para que as crianças levem para casa. Para isso, a professora comprou cinco sacolas e, dentro delas, colocou alguns livros. Entre as obras estão contos, quadrinhos, adivinhações e até uma obra sobre a cidade de Fortaleza. Além disso, é inserido um caderno para registros, onde as famílias devem dar depoimentos a respeito do momento de leitura com os filhos.

O kit tem como objetivo fornecer um momento único para os pais e os filhos e, conforme Tereza, a ideia é que os responsáveis marquem um horário e local para a leitura junto às crianças. No caderno, as anotações, sobre este momento, devem ser feitas.
Nas primeiras experiências com o projeto, a leitura aconteceu em diversos lugares, como na calçada, na cama ou na rede.

Inúmeras histórias surgiram nas anotações. Muitas delas, emocionantes. Por exemplo, a de uma mãe que não era alfabetizada, mas sua filha leu a história e depois registrou tudo no caderno de anotações. Ou então, pais que não tinham a noção do quanto era gratificante ter esse momento com seus filhos.

Para Tereza, o projeto tem tido um belo resultado, pois toca o coração da família para que, momentos como esses, sejam mais valorizados.

Fontes:
http://porvir.org/leitura-em-familia-reforca-lacos-afetivos-traz-resultados-para-sala-de-aula/

A leitura transforma

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Lidar com sentimentos negativos, já é difícil para um adulto. Para uma criança, então, pode se tornar um processo ainda mais dolorido. Para auxiliar os pequenos nestes momentos, a professora Izabel Soares de Souza utilizou da literatura como apoio para as situações difíceis que seus alunos enfrentavam, como a perda dos pais, por exemplo.

Izabel fez a leitura do livro “Tenho Monstros na Barriga” com as crianças. Ele apresenta monstrinhos para abordar os sentimentos e ainda um questionário que os pequenos podem responder. Por diversas semanas, a professora contava a história de dois monstrinhos e também realizava uma aula prática. Em uma das aulas, os estudantes tiveram a oportunidade de escrever o que os deixava com raiva, em um cartaz. Finalizada esta atividade, ela levou os alunos para o ginásio da escola. Lá eles receberam uma bola, que tinham que jogar nos sentimentos que os incomodavam. O resultado foi que puderam colocar para fora o que o estavam sentindo, inclusive alguns se emocionando com o momento.

Além disso, Izabel utilizou o livro como resolução de questões disciplinares. Em uma das atividades, onde foi abordado o bullying, as crianças tiveram de contar o que as deixava tristes. E ela acabou descobrindo que a maioria dos alunos tinha problemas a resolver.

O resultado do projeto foi que as crianças começaram a se respeitar mais, percebendo que os colegas também passam por algum problema na vida. O amadurecimento e empatia ficaram evidentes neste momento, para Izabel.

Créditos da foto: Izabel Soares de Souza/Arquivo Pessoal

Fontes:
http://porvir.org/professora-usa-monstrinhos-para-falar-sobre-emocoes-criancas/

Leitura + história = projetos interdisciplinares

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A leitura abriu portas para projetos interdisciplinares e incentivou os alunos a pesquisarem trajetórias e curiosidades de personagens históricos, na Escola Estadual Profª Maria Constança de Miranda Campos, em Salto/SP.

Cynara Aparecida Lenzi Veronezi, professora efetiva no ensino fundamental 1, desenvolveu um projeto sobre personalidades, onde cada aluno escolheu um personagem para estudar, como Hitler, Napoleão, Cora Coralina, Michael Jackson, entre outros.

Após cada aluno fazer sua pesquisa, foi realizada uma roda de conversa, onde foram apresentadas as histórias das personalidades. Durante todo o semestre do projeto, aconteceram links em todas as áreas de conhecimento. Os estudantes escreviam sobre os famosos na aula de português, aprendiam história enquanto pesquisavam suas vidas e utilizavam a matemática para fazer a linha do tempo.

O projeto trouxe empolgação aos alunos, que sugeriram ir à escola caracterizados de acordo com a personalidade a qual escolheram. A professora aceitou a ideia, e a adesão foi de todos. Segundo Cynara, o projeto teve uma abrangência global, envolvendo todas as áreas de conhecimento e animou a todos. O principal ganho, para ela, foi perceber o quanto os estudantes também se ajudaram: eles queriam mostrar o seu personagem, mas também queriam saber mais sobre o famoso que seus colegas apresentavam.

Fontes:
http://porvir.org/leitura-ganha-vida-alunos-vestidos-de-personalidades-famosas/

A fábrica de criar histórias

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A imaginação vira realidade na Fabriqueta de Histórias, oficina que dá a oportunidade de crianças e jovens desenvolverem a escrita criativa, a partir da produção de um livro coletivo.
O projeto é desenvolvido por Josephine Bourgois, francesa radicada no Brasil, e já promoveu quatro oficinas, cada uma delas com cinco encontros, um por semana. Após este período, os alunos têm um livro pronto. Três dias são dedicados à escrita, um dia é voltado à ilustração e o último dia é reservado à impressão e seção de autógrafos.

Antes disso tudo, claro, é necessário escrever o livro. O processo se inicia quando os alunos chegam no espaço da Fabriqueta, onde Josephine se reúne com o autor ou a outora, e juntos decidem um ponto de partida para a obra. Na primeira oficina realizada, o pretexto comum a todos os alunos foi baseado em uma notícia sobre os objetos mais insólitos encontrados em achados e perdidos. Após, foram compradas miniaturas desses objeto, como crânios e armaduras medievais, e então era escolhido um ponto de vista: o de quem perdeu o objeto, o próprio objeto ou um outro da caixa que ficou com “ciúmes” do que foi resgatado.

A partir de uma ideia em comum, cada aluno escreve seu texto, e este fará parte da produção coletiva. No último encontro, será dada origem ao livro. Nas três aulas dedicadas à escrita, a ideia é que os alunos consigam desenvolver ao menos duas versões do texto. Então, Josephine e os parceiros que a ajudam no projeto, fazem o papel de editores, revisando o texto das crianças e apontando questões que elas apresentam dificuldades.

Com quatro oficinas realizadas, Josephine conseguiu o apoio de diversos autores para acompanhar e incentivar as atividades dos alunos. Antonio Prata, Estevão Azevedo, Noemi Jaffe e Andrea del Fuego são apenas alguns dos nomes que acreditam no projeto. A proximidade com os autores, segundo a francesa, tem três propósitos básicos: inspirara os alunos com a trajetórias dos escritores. Depois a ideia de provar que o mundo da literatura é de carne e osso, derrubando a mística de que só pode escrever quem sabe escrever bem. O terceiro propósito é oferecer a possibilidade do autor ajudar no processo de escrita do livro.

Fontes:
http://porvir.org/alunos-escrevem-publicam-livro-coletivo-em-oficina/

Dica de leitura sobre tecnologia em sala de aula

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Muitos educadores ainda têm um pé atrás quando o assunto é tecnologia dentro da sala de aula. Mas, em contramão à esta desconfiança, há inúmeros exemplos de professores que acreditam nos benefícios de intervenções tecnológicas em ambiente escolar.

É o caso do professor universitário Celso Gomes, de Varginha/MG. Ele acaba de lançar seu livro “Smartphones e Tablets – Ferramentas para expandir a sala de aula”, que é resultado de pesquisa desenvolvida durante seu mestrado e doutorado, onde se especializou no uso da tecnologia como ferramenta de ensino. A proposta de Gomes é que a sua proposta auxilie profissionais da educação a adaptarem os métodos utilizados em sala de aula.

Segundo o professor, as tecnologias como smartphones e tablets, com suas inúmeras possibilidades, ainda não entraram de vez na escola pois se chocam com os métodos tradicionais de ensino, que passam o conhecimento de forma unidirecional. Atualmente, para ele, a metodologia de ensino se baseia na exposição do professor (sujeito ativo/emissor) e na atenção dos alunos (sujeitos passivos/receptores). Assim, os computadores, na maioria das vezes em que são utilizados em sala de aula, se mostram, na verdade, como uma espécie de nova versão das velhas tecnologias analógicas.

O livro “Smartphones e Tablets – Ferramentas para expandir a sala de aula” foi lançado no dia 19 de novembro e traz ideias de como aplicar a tecnologia em sala de aula.

Fontes:
http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2016/11/professor-de-varginha-defende-uso-de-tablets-e-smartphones-em-aulas.html