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Saiba quais são os novos modelos de educação que estão surgindo

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Em novembro de 2018, o Rio de Janeiro recebeu o evento Educação 360 STEAM, onde foram apresentados novos modelos de educação, propondo que o professor saia do papel central.

O evento reuniu especialistas na filosofia conhecida pela sigla em inglês (de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Segundo o diretor de operações do Sesi, Paulo Mól, o principal gargalo para a implementação da educação STEAM no país não são as lacunas de infraestrutura, mas a necessidade de ressignificação da cultura escolar e de engajamento dos professores.

Conforme salientou Mól, 70 milhões dos adultos brasileiros não têm o ensino médio completo e que 6,9 milhões dos jovens entre 18 e 24 anos não estudam nem trabalham, cenário preocupante para o desenvolvimento nacional. “Nenhum país almejará crescer se não investir muito fortemente em educação e no capital humano. Cerca de 50% das atividades de trabalho poderão ser automatizadas até 2065, temos de preparar nossos alunos para essa realidade que virá”, disse.

E é para esse cenário que a educação STEAM busca oferecer soluções, subvertendo o método tradicional e passivo de ensino. Mól afirmou que não se trata somente de aumentar a carga horária das disciplinas exatas e de tecnologia, mas de mudar o comportamento de professores e alunos.

– “É um método onde os alunos têm um protagonismo enorme no processo de aprendizado. O STEAM tem foco em criatividade, imaginação e inovação. É uma aprendizagem mão na massa: apresentar um problema para que os alunos busquem soluções e fazer com que eles tenham o tempo todo capacidade crítica. O professor foi ensinado a chegar na sala e se portar como a pessoa que sabe mais, que tem o controle da aula do início ao fim. Na filosofia STEAM, ele propõe o início do processo, mas não sabe como vai acabar. Isso gera insegurança. Como os professores ficam na posição mais sensível, às vezes acabam criando resistência”, salienta Mól.

Também palestrante na abertura do evento, Gustavo Pugliese, pesquisador da USP especializado em educação STEAM, fez um panorama da filosofia no Brasil e no mundo. “É algo muito recente, mas há pouco tempo as pessoas não sabiam do que se tratava e hoje temos um evento dessa magnitude”.

Pugliese traçou as origens do movimento na década de 1990, nos EUA, e afirmou que ele ganhou popularidade neste século, como resposta a uma escassez de profissionais para áreas tecnológicas do futuro.

– Ficou impossível ignorar que o mundo ao redor da escola havia mudado. O STEAM é um currículo contemporâneo, que traz coisas que os alunos jamais iriam aprender na escola.

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Fonte: http://porvir.org/professora-se-inspira-em-jogos-de-videogame-para-criar-prova-de-atletismo/

A realidade como inspiração na educação

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O projeto “Comunidade de Aprendizagem Paranoá” (CAP) pretende envolver toda a população do município de Paranoá (a 25km de Brasília) nos processos escolares, trocando as disciplinas compartimentadas por conteúdos gerados pelos próprios alunos.

Os assuntos que são trazidos pelos estudantes, são transformados em projetos individuais ou coletivos, possibilitando o aprofundamento e a consolidação de seus próprios processos de aprendizagem acompanhado de perto pelos tutores. A CAP surgiu da constatação de que, o atualmente sistema de educação, imposta pelos professores, está ultrapassado. Alunos não têm interesse nesse formato atual, gerando desinteresse, evasão escolar e outros problemas.

A ideia é de que cada aluno se aproprie e desenvolva temas que ele próprio traz da sua vida e seu bairro, para o ambiente pedagógico. A partir das demandas, são criados projetos individuais ou coletivos de interesse dos estudantes. Os temas da comunidade são transformados em projetos, acompanhados pelos professores-monitores. O coletivo de alunos e professores cria então um roteiro de atividades, oficinas, discussões coletivas e saídas de campo. Fundamentalmente, o que muda é a metodologia de acesso aos conteúdos.

Ao invés de ser realizado em um prédio tradicional de educação, o local de aprendizagem será um grande espaço contínuo comum, onde todos convivem diariamente: um galpão interligado internamente, que antes era alugado para festas particulares. A inspiração para a CAP veio da Escola da Ponte, liderada pelo educador português José Pacheco. A Escola da Ponte, uma experiência pedagógica radical em Portugal, advoga que o ensino deve ser um empreendimento comunitário, uma expressão de solidariedade.

O que você acha da ideia deste projeto? Seria viável em sua escola? Comente para nós abaixo!