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Entenda como a Fórmula 1 irá adentrar a sala de aula

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Com a premissa de construção de carro, programa já presente em 42 países busca desenvolver habilidades através de metodologias ativas.

O projeto educacional intitulado “F1 nas escolas (F1 in Schools)” recebe sua versão nacional, que é resultado de uma parceria da empresa de tecnologia educacional ZOOM com a Associação Projetando o Futuro, ONG que atua pelo desenvolvimento de engenharia e empreendedorismo em escolas. O público-alvo são estudantes das etapas de ensino fundamental e médio, com idades entre 12 e 19 anos.

A aproximação entre o mundo do automobilismo e a educação está lincada à expansão mundial da metodologia STEM (sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática) e dos chamados projetos “mão na massa”.

“No desafio de F1, assim como acontece em batalhas de robô, os alunos têm total liberdade para criar seus carros. A única coisa padronizada é a cápsula de gás carbônico de alta compressão e o disparador que faz o carro atingir até 200 km/h em uma pista 24 metros ele comprimento”, afirma Marcos Wesley, diretor-presidente da ZOOM.

Como o programa chega às escolas?

As escolas interessadas em oferecer o projeto a suas turmas recebem da ZOOM orientação para adaptar o programa à grade curricular e a formação dos professores como mentores, uma vez que o desempenho em pista é só um dos quesitos analisados pelos jurados durante as competições.

Como acontece em campeonatos de robótica, os professores são incentivados a promover a interação dos alunos com a comunidade e auxiliá-los em todas as etapas, desde a criação da equipe, a construção do carro propriamente dita, a divulgação do projeto e a fase de competição.

“O contexto do F1 nas Escolas é de tutoria e mentoria, não de aula. Durante a avaliação, os jurados perguntam como é que eles conseguiram viajar para os torneios e construir o carro. Se sentirem que existe um ‘paitrocínio’, não pega bem”, explica Wesley.

Projeto no Brasil

Em nova fase após a parceria ZOOM-Associação Projetando o Futuro, a projeção para a temporada 2018-2019 do F1 nas Escolas é que o número de times passe dos atuais 20 para até 90. Segundo Wesley, o barateamento dos kits, para cerca de R$ 400, pode atrair redes e escolas públicas.

Calendário de provas

A nova temporada do F1 nas Escolas teve início logo após o mundial de Singapura, em setembro, e deve ter suas finais regionais nos próximos meses de fevereiro e março (uma delas vai acontecer na próxima edição da Campus Party em São Paulo, entre 12 e 17 de fevereiro). A etapa nacional será realizada em abril e serve como classificatória para a decisão que acontece no final de 2019.

O programa e o currículo

Física: projeto, aerodinâmica, atrito, cinemática;

Química: teoria dos gases, materiais;

Matemática: elaboração de orçamento, controle, planilhas;

Português: elaboração de portfólio, site, página e textos para Facebook, plano de marketing, material para patrocínio;

Artes: logotipo, criação da marca, artes para postagens no site, facebook, material promocional, estande;

Inglês: entendimento das regras e regulamentos do projeto (original na língua inglesa);

Comunicação: apresentações para patrocinadores, mídia e juízes.

Créditos da imagem: reprodução

Fonte:
http://porvir.org/f1-nas-escolas-leva-educacao-mao-na-massa-ao-ensino-fundamental-e-medio/

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