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Siga essas dicas para inserir a programação em sala de aula

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Muitos professores ainda “torcem o nariz” para a programação. Mas programar tem benefícios muito importantes para o aluno, pois ela auxilia a desenvolver raciocínio lógico, autonomia, pensamento crítico, colaboração, trabalho em equipe e empatia. Além disso, a atividade não é algo de outro mundo e, em alguns casos, nem é necessário utilizar o computador.

Jocemar do Nascimento, pedagogo e coordenador do projeto de ensino de programação e robótica na FUNDETEC (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico), salienta que, ao preparar os alunos para o mundo atual, é importante oferecer subsídios a esse alunos, para que eles não sejam apenas consumidores de conteúdo.

Segundo ele, a programação pode ser inserida nas escolas de diversas formas e disciplinas. O professor pode utilizar a programação para produção de recursos didáticos, onde ele desenvolve e aplica-os, ou então trabalha com os alunos para que eles mesmos produzam os seus conteúdos, exercitando conhecimentos a partir da linguagem de programação.

Quando ensinada com contexto, ela é uma grande aliada para o processo de aprendizagem. Por exemplo: vamos imaginar que a aula seja sobre alimentação saudável. Com a linguagem de programação, eu posso pedir aos alunos para criar uma história animada, um jogo ou desenvolver em robótica algo sobre o tema. Um professor de matemática, por exemplo, pode utilizar a programação no campo das formas geométricas e das operações aritméticas, já um professor de língua portuguesa, pode usar a programação como suporte na alfabetização ou produção de textos, sendo vista como uma nova forma de abordagem, que aproxima o envolvimento do aluno com o conhecimento e sua interação com o objeto de estudo.

Nem sempre é necessário computador…

As atividades desplugadas são aquelas que não precisam de computador. Com elas, é possível vivenciar de forma concreta a programação, estimulando a convivência, criatividade e antecipando fatos que irão auxiliar posteriormente em programações com softwares específicos.

E para iniciar a linguagem de programação com estudantes, uma sugestão é começar pelo Programaê. Ele é uma plataforma gratuita, que visa ensinar os primeiros passos na programação de forma lúdica e interativa, a partir de desafios com personagens que os estudantes já conhecem. A plataforma possui planos de aula e sequência didáticas que auxiliam o professor, inclusive em atividades desplugadas.

Softwares utilizados

Para ensinar programação, o professor não precisa ser programador. Basta ter interesse e vontade de aprender. Existem ferramentas gratuitas e intuitivas que foram desenvolvidas para o ensino de programação de crianças e jovens, e que permitem muita interação.

O Code.org é um deles. Ele tem o objetivo de desmistificar e democratizar o aprendizado de programação. Para isso, possui uma série de atividades para professores que desejam ensinar programação, permitindo que os alunos possam dar continuidade nestes aprendizados em casa, realizando uma extensão da sala de aula, podendo criar clubes de programação com os colegas.

Há também o Scratch. Com ele, qualquer professor, mesmo sem conhecimento prévio, pode ensinar programação para crianças de forma simples e intuitiva. Por meio de blocos de comandos que se encaixam, o Scratch permite a criação de jogos, animações e histórias interativas que podem ser facilmente disponibilizadas no site do projeto e compartilhadas com crianças de outras escolas. A ferramenta ajuda a dar forma à imaginação e pode ser trabalhada de maneira offline.

Dê um passo à frente e pense na ideia de ensinar programação aos seus alunos, professor. E se gostou dessa postagem, aproveite para comentar abaixo!

Fonte:
https://novaescola.org.br/conteudo/12303/como-levar-a-programacao-para-a-sala-de-aula

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