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Ensino híbrido

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Julia Freeland Fisher, diretora para educação do think tank Clayton Christensen Institute, uma entidade sem fins lucrativos que estuda a inovação em diversos setores. Para ela, o chamado ensino híbrido (ou também conhecido como “blended learning”) é o futuro da educação.

Para Julia, os professores continuarão sendo fundamentais, porém seu papel será diferente na escola. No ensino híbrido há uma combinação de experiências de aprendizagem flexíveis e on-line dentro das escolas físicas. Tradicionalmente, os professores ficam a frente na sala de aula para dar a mesma aula a estudantes que possuem diferentes níveis de compreensão. “… Além disso, nas salas de aula mais tradicionais o tempo é fixo e a aprendizagem é variável. Os alunos passam pelo conteúdo a um ritmo relativamente rígido, com pouca flexibilidade para avançar a algo mais elaborado ou passar mais tempo em tópicos com os quais estão tendo dificuldade. Uma abordagem centrada no aluno muda esse roteiro. A aprendizagem é entregue pensando em cada aluno para que o estudante receba a ajuda que precisa quando precisa. Fundamentalmente, muitos modelos centrados no aluno também passam um pouco do controle para os próprios alunos ao longo da aprendizagem; eles podem acessar o conteúdo on-line a qualquer momento, em qualquer lugar, em vez de depender exclusivamente de professores para instruções.”, diz Julia.

Para tornar a educação ainda mais exitosa, o ensino híbrido promete mudanças importantes na relação professor x aluno. Segundo Julia, “nas salas de aula de ensino híbrido, os professores se transformam em facilitadores de aprendizagem. Ou seja, em vez de meramente conferir palestras, eles transferem parte desse trabalho à internet para que possam usar seu tempo de maneira mais produtiva: ao invés de avaliar provas ou falar por uma hora, um professor pode usar essa hora para analisar os dados das provas e identificar os pontos de maior dificuldade de seus alunos. E depois, dar uma explicação diferenciada para indivíduos específicos ou pequenos grupos.”.

E se a preocupação é ser substituído por robôs, fique calmo, professor. Para Julia, “como depende muito da interação humana e de cuidados, dar aula é, na verdade, uma das profissões com menos probabilidade de se automatizar. Com base nas nossas pesquisas, a tecnologia não irá substituir os professores na sala de aula — em vez disso, a tecnologia serve para ajudar com tarefas que levam muito tempo, como fazer chamada, dar nota ou planejamento de lições.”.

Você, educador: o que acha da ideia do ensino híbrido? Comente abaixo!

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/03/o-ensino-hibrido-e-o-futuro-da-educacao-diz-especialista.html

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