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Química se aprende brincando

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Conhecer os elementos químicos e suas transformações em uma viagem pelas Américas Central e do Sul, junto aos povos que habitavam as regiões. Essa é a narrativa do jogo “Ferreiros e Alquimistas”, que ajuda a tornar o estudo da química mais contextualizado e divertido.

Desenvolvido por um grupo pertencente ao NAPEAD (Núcleo de Apoio Pedagógico à Educação a Distância da UFRGS), o jogo inicia com a imersão no mundo dos elementos químico na primeira fase, chamada Tumbaga, que aborda o processo metalúrgico capaz de gerar a liga de mesmo nome, composta por ouro e cobre. A personagem comandada pelo jogador precisa realizar uma série de tarefas enquanto recolhe o material necessário para produzir a liga. Cada ação se dá em um determinado local: lagos, montanhas, cavernas e a vegetação ao seu redor.

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Todas as tarefas se desenvolvem em três objetivos: a produção de um espelho de tumbaga, a partir da coleta e do polimento do ouro e do cobre para que o material se torne reflexivo; a confecção de um colar de tumbaga, repetindo os processos de pegar ouro e cobre mas também coletando cera de abelha; e a produção de uma escultura de tumbaga, para a qual o jogador precisa ir atrás de uma referência visual, coletar cobre e ouro, a cera e ainda argila, para fazer um molde. Para que a personagem saiba o que precisa fazer, ela conversa com um ancião que habita o local. As instruções são lidas também pelos jogadores.

A inspiração do roteiro vem do povo Tayrona que ocupou várias regiões ao norte da Colômbia e manipulava a liga de tumbaga, cuja composição contém 95% de cobre e 5% de ouro. Os tayronas descobriram que, se levassem o material a uma infusão feita com uma planta chamada chulco, a liga metálica teria a sua superfície corroída e acabaria perdendo os átomos de cobre. Restando uma predominância dos átomos de ouro no exterior do material, o resultado era um reluzente tom de dourado. Assim, ao chegar à Colômbia, os espanhóis perguntavam-se de onde havia surgido tanto ouro, até que descobriram que não era disso que se tratava – o que, aliás, os deixou bem irritados com o povo local. E é por isso que a liga é conhecida como “ouro de tolo”.

Veja um pouco do jogo, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=2-xMruJfA8M

Fonte: http://porvir.org/jogo-criado-na-ufrgs-promove-aventura-pela-historia-da-quimica/

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