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A neurociência dentro da sala de aula

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Compreender cada vez mais o comportamento e os interesses inconscientes de cada estudante, é um passo importante na melhora do engajamento dentro de sala de aula. E, de acordo com o neurocientista francês Olivier Oullier, professor de psicologia e neurociências na Universidade Aix-Marseille (França), é cada vez mais necessário que cientistas se aproximem da escola para entender melhor como uma criança aprende.

Oullier é também presidente-executivo da Emotiv, empresa que pretende levar a tecnologia portátil para o ambiente de aprendizagem e monitorar em tempo real momentos de atenção, desinteresse ou fadiga mental de estudantes. “Ao medir as atividades a partir de tudo o que o aluno olha, você consegue variar a aula contando uma piada, criando um intervalo, pedindo que eles desenhem ao invés de só escutar”, disse o professor.

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Foi por meio da Emotiv, por exemplo, que o brasileiro Rodrigo Mendes, que perdeu movimentos de braços e pernas, após ser baleado durante um assalto, teve a oportunidade de guiar um carro de Fórmula 1 com o auxílio de estímulos cerebrais. O dispositivo tem estrutura que nos lembra um fone de ouvido, dando a volta em torno da cabeça, e pertence à categoria de tecnologias vestíveis. Além de interagir com outros objetos, como drones ou o carro de F1, ele gera visualizações em tempo real de regiões do cérebro ativadas em uma determinada atividade.

Segundo Oullier, “quando você vê uma atividade se manifestando na parte de trás do cérebro, você pode interpretar como seu aluno pode estar usando uma estratégia visual, o que faz sentido se um aluno está lendo. Mas você pode perceber isso quando as pessoas estão imaginando coisas ou uma solução para um problema de matemática”. Assim, seria possível entender quais alunos aprendem de maneira mais visual, ou então de maneira mais abstrata, quando estiver relacionada com a parte frontal do cérebro.

Em níveis mais complexos, o que o processo busca realizar é aliar o que já se sabe em laboratório com questões como interações sociais que levem à solução de problemas e o que acontece com um aluno que resolve um problema matemático em poucos minutos e outro que fica queimando neurônios atrás de uma resposta. “O importante é tornar isso acessível para professores usarem”, explica Oullier.

E você, professor: o que acha da ideia? Comente abaixo!

Créditos:
Foto de capa: Globo/ Ramón Vasconcelos
Foto interna: Divulgação Emotiv

Fonte:
http://porvir.org/dispositivo-portatil-aproxima-neurociencia-da-sala-de-aula/

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