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Telhas feitas com bagaço de laranja

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Quem poderia imaginar que o bagaço da laranja pudesse ser transformado em teto para muitas pessoas? As alunas Larissa de Souza Galvão e Mariana Oliveira da Costa e Silva, da Escola Estadual Professor Gabriel Pozzi, de Limeira/SP, imaginavam e mostraram ser possível.

As duas iniciaram o projeto quando tinham 15 anos, no segundo ano do ensino médio. Hoje com 16 anos, e um ano e meio após o começo da pesquisa, chegaram ao produto final: uma telha que é produzida a partir do bagaço da laranja com resina de mamona. A ideia se fundamentou quando elas precisavam apresentar algum projeto na feira de ciências da escola. De um grupo de quatro pessoas, o primeiro passo foi um projeto de etanol a partir do suco da laranja. Segundo Larissa, “eles descartavam o bagaço e nós queríamos reaproveitar, então pensamos na telha”.

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Depois de algumas tentativas que não deram certo, as estudantes buscaram a ajuda de pesquisador de uma empresa da cidade e de um doutorando em arquitetura e urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), Victor Baldan. Entre as ajudas, elas receberam bagaço das laranjas para utilização na experiência e a orientação de Victor, que sugeriu misturar o resíduo triturado do bagaço com a resina de mamona. O resultado deu certo.

O orientador do projeto e professor de física na escola, José Raimundo Gaioso de Oliveira, explicou que a telha atende a todos os parâmetros das normas para que possa ir ao mercado e que deve custar bem menos do que uma telha tradicional. Victor contou que, apesar de ter feito a parte prática do projeto, Larissa e Mariana são muito aplicadas. “Elas são bem esforçadas e preocupadas. Elas querem entender o que acontece. Essa vontade e preocupação é o que mais importa”, contou.

Com o pedido de patente já providenciado, “a telha pode ficar de R$ 1 a R$ 2, mas dependendo da quantidade que é fabricada pode ficar até mais barato. Uma telha comum custa de R$ 3,50 a R$ 4”, comparou Victor. A estimativa do pesquisador é que em cerca de cinco anos o produto esteja disponível no mercado. “É um processo demorado e burocrático”, explicou. Mas enquanto não está à venda no mercado, os frutos já estão sendo colhidos: as alunas vão participar e serão premiadas na 19ª Exporecerca Jove 2018. Elas foram contempladas com um subsídio para ir até a Espanha e participar do evento entre 22 e 24 de março. “Pegou a gente de surpresa, mas estamos preparadas”, afirmou Mariana.

E você, leitor: tem exemplos de reciclagem? Conte pra gente abaixo!

Créditos das imagens: E. E. Professor Gabriel Pozzi/Divulgação

Fonte:
https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/alunas-da-rede-publica-desenvolvem-telha-sustentavel-a-partir-do-bagaco-da-laranja.ghtml

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