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Jogando e aprendendo inglês

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Com o tablet em mãos e totalmente concentrado no que está acontecendo na tela, Aidan Della Monica de 7 anos, controla um personagem e escuta atentamente um diálogo que acontece em inglês. Sua meta é responder uma série de perguntas sobre a conversa para pontuar, até ser premiado com itens que irão mobiliar a casa do seu avatar no mundo digital. Essa é uma plataforma que é aposta na escola de idiomas onde o menino estuda e um dos exemplos de como a tecnologia está cada vez mais presente na educação.

Através de qualquer smartphone, tablet ou computador, os estudantes conseguem acessar o jogo e cumprir os desafios propostos em vídeos, aúdios e textos. O conteúdo é de acordo com as lições passadas em sala e são desenvolvidos para se adaptar a uma geração de alunos que cresce sob a influência da cultura youtuber e dos jogos virtuais na internet. Muitos são os colégios e escolas especializadas que já mudaram a estratégia para o ensino de inglês, utilizando cada vez mais a tecnologia como uma ferramenta de aprendizado.

Entre as novidades, estão a publicação em canais de vídeos, criados e editados pelos próprios alunos, até aulas à distância com escolas no exterior. Segundo Júlia Abrão, coordenadora de programas educacionais digitais na escola de inglês Red Baloon, “a gente não queria apenas pegar o conteúdo do livro e colocar em uma plataforma digital, e sim oferecer a oportunidade para eles praticarem pensamento crítico, formulação de hipóteses e resolução de problemas”. Intitulada de Digiworld, a plataforma está disponível em 130 unidades da rede no País, para alunos de até 17 anos.

Diante disso, porém, é importante estar atento a alguns detalhes: conforme explica o coordenador da área de inglês do Colégio Lourenço Castanho, Roberto Vicente, nem todo o vídeo sobre ensino de inglês no YouTube é boa qualidade. “Alertamos nossos alunos para terem cuidado com conteúdos e com a didática de ensino”, explica. Para Juliana Caetano, da escola bilíngue Stance Dual, as escolas ajudam na curadoria dos conteúdos na internet: “O desafio é trazer o que está chamando atenção dos alunos, fazer uma análise e dizer prós e contras. Aí você cria um aluno crítico”, diz. Já a coordenadora do Colégio Ítaca, Sônia Mange, afirma que a interação será sempre essencial para aprender uma nova língua. “O aprendizado fica mais natural quando o aluno conversa com o colega usando língua inglesa em um contexto cotidiano”.

E você: o que acha da utilização da tecnologia em sala de aula? Responda pra gente!

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/02/geracao-youtube-muda-aula-de-ingles.html

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