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Os momentos da criança em sala de aula

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Sidarta Ribeiro, neurocientista e biólogo diretor do Instituto do Cérebro da UFRN, acredita que dentro da escola deve haver hora de brincar, comer e dormir.

O neurocientista defende a necessidade de respeitar o ritmo de aprendizado de cada aluno, e que isso vai além do conteúdo passado em sala de aula, buscando entender as necessidades de sono, alimentação e a vontade da criança para fazer exercícios, e também brincar. Entre os pontos apontados por Sidarta, o exercício físico, para ele, é o mais desprezado pela escola. Muitas vezes, é visto como aula complementar e a primeira a ser descartada em corriqueiras mudanças na programação da escola. Todavia, segundo ele, pesquisas realizadas em animais e também em seres humanos, mostram que os exercícios físicos criam uma melhor condição para o aprendizado, aumentando o volume do hipocampo (principal sede da memória).

Outro ponto é a alimentação. Conforme Sidarta explica, o cérebro necessita de muita glicose para trabalhar e isso não é efeito placebo. Já o excesso de gordura torna a retenção de conteúdo mais lenta, além de trazer riscos à saúde. Para o neurocientista, necessita-se de um esforço para correlacionar os momentos de alimentação ao currículo, pois ao aprender no momento correto e comer o alimento certo, a criança aprenderá melhor.

A respeito do sono, Sidarta aponta estudo que mostra que o período de dormir ajuda na retenção de conhecimento, ao invés de maior aprendizado, e acredita que, se tiver uma pequena “soneca” para as crianças, de 10 ou 30 minutos, é mais fácil encaixar dentro da programação.

Fonte: http://porvir.org/escola-deve-respeitar-hora-de-brincar-comer-e-dormir/

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