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Matemática não é coisa de menino

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As ciências exatas, que contemplam matérias como a matemática, ainda guardam pouco espaço às mulheres. Prova disso é que em 2017 não há nenhuma competidora na delegação brasileira para participação na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, em inglês).

Segundo Debora Alves, que tem 24 anos e participou da IMO em 2010 e 2011, a presença das meninas é sempre rara, e nas vezes que participou (e foi a única garota brasileira participante) ficou em alojamento feminino, divindo quarto com competidoras de outros países. Para ela, o lado bom disso, é que foi uma forma mais fácil de conhecer pessoas de outras origens. Hoje, Debora é formada em ciência da computação e matemática pela Universidade de Harvard e voltou ao Brasil, onde criou sua empresa de tecnologia em São Paulo.

Já Maria Clara, que participou da Olímpiada em 2011, hoje cursa doutorado em matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), mas quase desistiu da carreira, já que a sua participação na IMO, como única mulher da equipe, fez ela decidir que não seguiria qualquer carreira que tivesse poucas mulheres. Porém, por diversos outros motivos, ela reviu sua decisão. Para Maria, o ambiente das exatas não acolhe muito bem as mulheres e, a situação que viveu em 2011, se repete até hoje na carreira acadêmica de matemática.

Para Maria, desde a infância é repassado às crianças o mito de que os meninos são melhores no mundo da matemática, mesmo que seja de maneira subjetiva e inconsciente, como um comentário machista, ou cobranças a mais.

E na sua sala de aula: você incentiva as meninas à matemática também?

Fontes:
http://g1.globo.com/educacao/noticia/meninas-que-representaram-brasil-em-mundial-de-matematica-contam-como-e-ser-excecao-em-olimpiada.ghtml

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